Corre o passo a corrida
Jogam as pernas a partida
O coração bate acelerado
Não perde o passo, nem compasso
No cair da noite as vista logo se alumia
Ao lado, forte luz se erguia
Numa avenida movimentada
As pernas me jogam acelerada
Aos ouvidos, frenética música ritmada
Flauta, tambô, triângulo, viola,
Era um som de casca, cascalho,
Cascalhado, cascabulho
Inspira fundo, vai pulmão
Preenche o vazio,
Respiração!
Num tino compassado,
Num peita bombeia,
Um translado de energia,
Pra não ficar frio,
Nem se perder da romaria
Não fica sozinho,
Não se perde e nem agonia
Ao longe ela se enchia
No sair da noite,
Emergia
A Lua grande
Para mim transmitia
Nao ficamos vazios
Somos cheios que nem ela
Vibrantes, vibração.
Banho de Lua,
Banho de Sol.
Oh minha Lua amada,
Os prodígios de Deus,
Tu és a iluminar.
Coração repleto.
Escritos de Anastacia
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Alqueire
Distribuo
poesias pela rua
No banco
sentado da Praça
O verbo
delira defronte o Teatro Municipal
E o
cotidiano se dissipa na paisagem
Sonoridades
saem das cordas violonísticas,
São
dedilhados nas batidas que o músico faz
Aqui ao meu
lado, é o Vesúvio
A vez do uso
de usar nosso patrimônio
Da cidade
que era capitania de São Jorge dos Ilhéos?
Ou ainda capitania?
Patrimônio
que é moda
Tema de
novela, Gabriela
Da TV BOBO
que pensa abraçar o Globo
E exportar
nas telas
O que pensa
o que é o todo:
Irradia para
todos telespectadores que a assistem
Suas
caricaturas canhestras
Seus
estereótipos construídos
E
massificado falido na tela!
Mas olha pra
ela! A Gabriela de Ilhéus!
Prostituíram
minha cidade
Revoltaram
na desconstrução construída
Uma ira de
vaidades sociais
Dos que criticavam
a dita burguesia,
Seus padrões
morais,
E fizeram
outros padrões morais em cima deles,
Revelando-se
uma nova burguesia.
Que é
antiga, como os burgueses que um dia criticou.
E que se
alastrou,
Com
sobrenome amaciado,
Estereotipou
o amor.
Mas oh!
Seria tudo
tão desinteressando?
Um discurso
decorado,
Por causa da
sofreguidão alheia.
E que se
justifique em muito libido,
Enlambuzando-se
os dedos,
Das
voluptuosas mulheres baianas.
A preço de
quem?
Da cultura
de uma terra, e de um povo,
Que hoje
herda,
Homens
velhos, safados e torpes,
Tarados:
Prostituindo
nossa terra.
Seria tudo
um legado?
Diante de
tanta gente?
Que canta,
dança, interpreta e parte?
Faz sua arte
cultura sem desamor?
Está
estampado!
Está na
cara!
É o tempo
presente,
São as
gentes,
São as artes
deste povo que vigorou!
Mas oh!
Minha
cidadela está na moda...
Tanta gente
carente na rua
E tanta
gente desce do navio,
Que vem
andando sorridente,
Com suas câmeras
nas mãos,
À procura do
senil.
É um
mendigo,
Um cão
ladrando na rua,
Um homem
maltrapilha falando sozinho...
Que ao
celular finge falar,
Coloca a mão
na orelha
Segurando a
tampa de um controle de TV.
Ah, é um
controle.
Vamos,
sirva-me do melhor,
Quero as mentiras de uma época,
Uma ilusão te-le-vi-si-o-na-da,
Me dê o
controle da televisão,
Me dê uma
ilusão,
Um copo de
cólera.
Só enxerga o
que os olhos querem ver
Ainda que no
exterior
A realidade
se ES-TRE-ME-LE-QUE
De tanto ser
desassistida,
E fingida,
numa tela doente.
Por quem só
assiste e não vê
Quem diz que
ama e não crê...
Alqueire.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Dezoito Horas
Banho de mar, de Sol, de sal...
Banho de areia, sou areia, grão.
O grão é o holos, a poesia é grão.
Falamos sobre universo
E ser Sol, só.
Sentimental.
As cores têm sido mais forte em mim
O alaranjado do Sol de cinco horas,
Batem os raios no mar,
As ondas,
Movimento, energia,
Pulsante, é vida.
E se agita assim.
E agora minha oração das dezoito horas.
Banho de areia, sou areia, grão.
O grão é o holos, a poesia é grão.
Falamos sobre universo
E ser Sol, só.
Sentimental.
As cores têm sido mais forte em mim
O alaranjado do Sol de cinco horas,
Batem os raios no mar,
As ondas,
Movimento, energia,
Pulsante, é vida.
E se agita assim.
E agora minha oração das dezoito horas.
Lantejoula
Laranja e azul bic
Fechou com preto cintilante
Piscam em máscara.
Falam em vinho tinto,
Furtacor,
Vermelho fechado, tem brilho.
Brinco de concha,
Colar de prata
Com miçangas do Pelourinho.
Blusa preta,
Jeans claro desbotado,
Cinto de taxas, preto.
Lantejoula nos pés...
Fechou com preto cintilante
Piscam em máscara.
Falam em vinho tinto,
Furtacor,
Vermelho fechado, tem brilho.
Brinco de concha,
Colar de prata
Com miçangas do Pelourinho.
Blusa preta,
Jeans claro desbotado,
Cinto de taxas, preto.
Lantejoula nos pés...
Um drink, por favor.
Suspirou,
Sentiu a noite,
As estrelas.
Está tudo bem com a poesia.
Pxiiiiiiiiiiiiiiuu, silêncio.
É segredo,
Ninguém pode saber,
Só quem verá
Quem ouvirá.
A Lua quase cheia...
E a poesia que não fica calada,
Gosta de música.
O primeiro bonde,
(Está tudo certo,
É o bonde certo).
Gosta de praia,
Cerveja gelada
E descansar tranquila.
Sentada,
Um drink,
Por favor.
Um rock,
Um blues,
Um som.
Está tudo certo comigo...
Sentiu a noite,
As estrelas.
Está tudo bem com a poesia.
Pxiiiiiiiiiiiiiiuu, silêncio.
É segredo,
Ninguém pode saber,
Só quem verá
Quem ouvirá.
A Lua quase cheia...
E a poesia que não fica calada,
Gosta de música.
O primeiro bonde,
(Está tudo certo,
É o bonde certo).
Gosta de praia,
Cerveja gelada
E descansar tranquila.
Sentada,
Um drink,
Por favor.
Um rock,
Um blues,
Um som.
Está tudo certo comigo...
Mais forte
Mas é só lucidez,
Ou tudo isso, consciência,
Mesmo quando os versos deliram.
Há muitos motivos para sorrir,
Um mundo novo lá fora e aqui.
Onde o Sol sorri,
E me chama: vamos sair!
Estou indo na direção de teus raios
Nesta raia que eu não fujo,
Neste chão que ajoelho e rezo,
Onde aguento e por isso vim,
Nesta escrita que escrevi, escrevo,
Li e leio...
E me estreio
A cada novo sentir
Que sejam bem vindos dentro do que
Seus propósitos venham a fazer cumprir.
Tornando... Mais forte.
Ou tudo isso, consciência,
Mesmo quando os versos deliram.
Há muitos motivos para sorrir,
Um mundo novo lá fora e aqui.
Onde o Sol sorri,
E me chama: vamos sair!
Estou indo na direção de teus raios
Nesta raia que eu não fujo,
Neste chão que ajoelho e rezo,
Onde aguento e por isso vim,
Nesta escrita que escrevi, escrevo,
Li e leio...
E me estreio
A cada novo sentir
Que sejam bem vindos dentro do que
Seus propósitos venham a fazer cumprir.
Tornando... Mais forte.
Salve!
Quando os mestres vão para a roda,
Vão de calça de linho branca,
Sapato e chapéu.
Usam a melhor veste,
Vão bem galantes,
Pois estão indo para uma grande festa:
Jogar Capoeira.
Salve!
Vão de calça de linho branca,
Sapato e chapéu.
Usam a melhor veste,
Vão bem galantes,
Pois estão indo para uma grande festa:
Jogar Capoeira.
Salve!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Água da Tez
Quando a chuva cai
A água jorra e canta
Quando bate no chão, balança
Respinga nas pedras falantes
Fonte sagrada, são águas
Dos rios, dos mares, baías
É doce, salgada, salobra
E límpida água do seu céu anil
Abençoadas, nos lava
Purificam, as águas,
Nossos dessabores
Para as vidas desbotadas terem cores!
E amores!
Felizes os poetas que a chuva guarda,
De vanguarda, dançam para ela
Oh chuva sagrada, que nos molha!
- O que nos arde, que nos espera?
Charlie Chaplin, brother Charlie
Tu sabes dos sabores, humanidades!
- Que pensa o homem raridade?
Se não sabe do valor que o tempo preza?
Oh, meu caro amigo
Que é o homem sem natureza?
Se nem de si sucumbe,
A tristeza, o pó, suas misérias?
Sábia chuva, tu és senhora!
Porque mata a vontade de quem tem sede
E mesmo aos que no sertão te espera,
Rega a fonte até com seca.
E não acaba.
Nos seus lençois me deleitei
Sou molécula da fonte
Benditas águas, Deus é a fronte
Vem do Monte Sião o seu bem
E que nenhum rei que se engane
Sobre de onde brota todas as coisas
Que nenhum que se defronte
De que água fez a tua tez.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Sábio Sabiá
Essa poesia,
meus amigos,
Eu dedico
para aqueles que são cheios de vida,
Àqueles que
têm sensibilidade, semancol e compaixão.
Que sabem o
seu lugar e para onde vão.
É para
aqueles que não têm medo nem da escuridão.
Essa poesia,
senhores!, eu dedico,
Eu dedico e
entrego para os nobres de espírito
Que sabem
ser humildade, e se recolher quando preciso:
Ter
resignação. (E que não tem nada a ver com dinheiro na mão).
O ser humano
é livre
E opta pelo
caminho que segue
E por que
sabe por onde vai,
Não teme,
nenhuma retaliação.
A poesia é
pra quem ouve o sábio sabiá,
Que sabe
assobiar sabidamente,
Para sabidas
mentes conectadas ao coração:
Que sabiá
não assobia sem precisão.
Toda vez que
está no seu galho latente,
O sabiá busca
a sabedoria longe dos olhos doentes
Longe dos
torpes e soberbos
Da bajulação
interessada do que é o medíocre.
E na
simplicidade de sua canção, canta o sabiá
Que não é
mestre sala e nem de sala,
Faz sua
projeção quando quer.
São
engenhosas as melodias
Retira as
vendas dos olhos seus,
E vê como é
grande a vida,
Como ela se
irriga...
E pulsa!
Ofereço-te
flores perfumadas
Com cheiro
de Universo
Para que
sigas,
E lendo
esses versos: Se liga!
Sua
construção não mora aqui.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Nuances em poesia de bar
Muito prazer.
O que você tem pra me dizer?
Sou sua mocidade íntima
Ressoando ao ouvido em balcão de Bar
Que nessa baía linda de rio e mar
Vou deitar o corpo inteiro no oceano de meu Deus
Sobre todas as águas vou dançar
Nesta pista de dança
O pé arrastar,
No compasso de samba, marcação e tamborim
Também danço bamba,
Rock'n'roll, xote, o hip e o hop,
Música Popular Brasileira,
Afoxé, Ijexá, Sol Music
Sou música
Pra você e pra mim.
A casa é nossa,
Vamos chegar!
Na maré boa,
O amor vai sacudir!
O que você tem pra me dizer?
Sou sua mocidade íntima
Ressoando ao ouvido em balcão de Bar
Que nessa baía linda de rio e mar
Vou deitar o corpo inteiro no oceano de meu Deus
Sobre todas as águas vou dançar
Nesta pista de dança
O pé arrastar,
No compasso de samba, marcação e tamborim
Também danço bamba,
Rock'n'roll, xote, o hip e o hop,
Música Popular Brasileira,
Afoxé, Ijexá, Sol Music
Sou música
Pra você e pra mim.
A casa é nossa,
Vamos chegar!
Na maré boa,
O amor vai sacudir!
domingo, 4 de novembro de 2012
Sobre a Lua II
Já posso ver sua luz se aproximando no telhado do vizinho
Agora, ansiedade...
Silêncio para a vista entusiasta
Vem chegando, é boa a noite
Rodeada de tu'áurea iluminada
Agora, ansiedade...
Silêncio para a vista entusiasta
Vem chegando, é boa a noite
Rodeada de tu'áurea iluminada
Sobre a Lua
O céu está rosa e ela vem chegando.
Agora tudo se acalma e se angustia
A natureza em transição
Em dores e agonia de parto.
Agora é azul elétrico ou roxidão
E não discrimine a poesia
Já basta de discriminação.
Agora tudo se acalma e se angustia
A natureza em transição
Em dores e agonia de parto.
Agora é azul elétrico ou roxidão
E não discrimine a poesia
Já basta de discriminação.
domingo, 28 de outubro de 2012
Mágica
Vi a Lua subir por cima da casa vizinha
Destelhando as telhas nuas com seu brilho,
O telhado ficou apagado na sacada
Quando vi sua face repousando em minha vista
Vi as dores se dissiparem pelos ares
Reciclando a energia invisível
E no que toca os ventos transluzentes
Refletia uma força que inspira
Me enamorei por ti, doce Lua
Desterrando sentimentos mornos
E nas palavras guardadas que me arranca
São versos nus desvelando poesia.
Ah como é bela nesta esfera
E única abrasadora
Serena a noite espera
Seu levantar de veludo e pluma
Pluma pelo ar o frescor frio
Emanando sobre a pele, sobre o brio
São carinhos que o poeta sente
Quando anda nos ladrilhos do caminho
E muitas pessoas que vagueiam pela rua
Nem observam a comunicação astral
Desprezam a constelação
Se desintegrando do que é o tempo real
O tempo do infinito subindo na cabeça
Dentro do seu ritmo, nuances dançam
No ir e vir, vem da consciência
Seu compasso alto, pleno e plano
Sim, sim. Não, não
Talvez, eu não sei
Talvez, eu não sei não:
Quantos mistérios tem o coração...
É mágica.
sábado, 20 de outubro de 2012
GENTILEZA
Gentileza mais
Gera gentileza
Gentileza gera mais
Gera mais
Mais gera...
Gentileza
Satisfação
Do amor
Humanidade e Expressão.
Gera gentileza
Gentileza gera mais
Gera mais
Mais gera...
Gentileza
Satisfação
Do amor
Humanidade e Expressão.
Atlântico Sul Bahia
Atlântico Sul Bahia
Aqui é paraíso paradise
Corpo inteiro,
Mar inteiro,
Terra inteira,
Ar evolução
Fogo dentro do peito:
Pulsante e pulsão.
Oceano de minha Bahia
Sou dela o ano inteiro
Do oceano de meu Deus...
Tropical vida urbana,
Zona da Mata,
Zona do Cacau
Terra abençoada
Zona rural também é
Abençoado os dendezeiros
São de Nosso Sinhô,
Na poesia em versos rápidos,
Ritmados...
Música,
Arte
E composição
A cultura,
Humano,
O som...
Ah! O mar e o corpo inteiro
Céu azul sinta meu amor.
Aqui é paraíso paradise
Corpo inteiro,
Mar inteiro,
Terra inteira,
Ar evolução
Fogo dentro do peito:
Pulsante e pulsão.
Oceano de minha Bahia
Sou dela o ano inteiro
Do oceano de meu Deus...
Tropical vida urbana,
Zona da Mata,
Zona do Cacau
Terra abençoada
Zona rural também é
Abençoado os dendezeiros
São de Nosso Sinhô,
Na poesia em versos rápidos,
Ritmados...
Música,
Arte
E composição
A cultura,
Humano,
O som...
Ah! O mar e o corpo inteiro
Céu azul sinta meu amor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nossa Senhora Aparecida
Quão linda és tu, doce Mãe!
E generosa para mim...
Quando aparecestes com teu manto azul,
Projeção real na parede branca,
Eu vejo,
Como és boa para mim!
Amável Mãe que afaga vosso Filho junto ao peito,
E junto estou no seu leito protetor de Senhora Imaculada e Poderosa!
Vestida com o brasão do Altíssimo,
E benigna guia os meus trilhos.
Oh Mãe Venerável,
Quão afável és!
Fico muito agradecida,
E com toda gratidão ofereço minha vida e família
Para zelares com tua bondade infinita!
Santa Maria, Mãe de Deus,
Se compraz desta tua pobre filha!
Teu auxílio eu invoco!
Setembro 2011
E generosa para mim...
Quando aparecestes com teu manto azul,
Projeção real na parede branca,
Eu vejo,
Como és boa para mim!
Amável Mãe que afaga vosso Filho junto ao peito,
E junto estou no seu leito protetor de Senhora Imaculada e Poderosa!
Vestida com o brasão do Altíssimo,
E benigna guia os meus trilhos.
Oh Mãe Venerável,
Quão afável és!
Fico muito agradecida,
E com toda gratidão ofereço minha vida e família
Para zelares com tua bondade infinita!
Santa Maria, Mãe de Deus,
Se compraz desta tua pobre filha!
Teu auxílio eu invoco!
Setembro 2011
De filha para pai
Em algum lugar do universo,
Um encontro.
A vida nos trouxe pra perto
Broto, do seu ramo.
Ao lado, são genéticos,
Nossas fibras de humano.
Esses laços vicinais,
De posteridade sua,
Sou descendente flutuosa:
Transcendo nossas fronteiras
Vou de ímpeto ou de barco,
De mãos dadas, navegante
Ancorando no infinito os nossos mastros:
-> O eterno se figurando.
Ventos alísios,
Saltam brisas em nossas velas
Lisos e desmedidos
Norteiam a embarcação,
É vigorante! Vamos!
Ao oásis do oceano,
Oh vida tão vistosa!
Já houve mar bravio,
Tempo forte, ventania:
As tempestades que nos irrompem pelo caminho...
Mas mesmo assim, caminho,
Para onde além o Sol se descobria,
E mesmo quando era tudo cinza,
O colorido resistia, então sorria.
Mas não tem nada não,
Agora só aprecio:
A brisa leve que nos cílios sopra.
Abrem e fecham, serenos.
E quando chorosos os olhos meus,
Sofriam mas não temiam
Sentir a dor que irrompia um vazio
E que acabou.
Embora pouco estejamos a sós,
Lanço no infinito
Um pensamento alto, uma oração
Para que o tempo zele o rebento
A áurea do coração.
E os desvarios,
São frios,
Mas se retiram quando a fé cresce.
Para tecer, para viver
O mistério do amor.
Entrego-te os meus versos simples
Sem tudo conseguir traduzir,
Mas que tudo se encarregue
Do pouco que te anuncio
Que sejam vindouros,
Sejam dourados
Todos os anos de sua existência.
2011
Um encontro.
A vida nos trouxe pra perto
Broto, do seu ramo.
Ao lado, são genéticos,
Nossas fibras de humano.
Esses laços vicinais,
De posteridade sua,
Sou descendente flutuosa:
Transcendo nossas fronteiras
Vou de ímpeto ou de barco,
De mãos dadas, navegante
Ancorando no infinito os nossos mastros:
-> O eterno se figurando.
Ventos alísios,
Saltam brisas em nossas velas
Lisos e desmedidos
Norteiam a embarcação,
É vigorante! Vamos!
Ao oásis do oceano,
Oh vida tão vistosa!
Já houve mar bravio,
Tempo forte, ventania:
As tempestades que nos irrompem pelo caminho...
Mas mesmo assim, caminho,
Para onde além o Sol se descobria,
E mesmo quando era tudo cinza,
O colorido resistia, então sorria.
Mas não tem nada não,
Agora só aprecio:
A brisa leve que nos cílios sopra.
Abrem e fecham, serenos.
E quando chorosos os olhos meus,
Sofriam mas não temiam
Sentir a dor que irrompia um vazio
E que acabou.
Embora pouco estejamos a sós,
Lanço no infinito
Um pensamento alto, uma oração
Para que o tempo zele o rebento
A áurea do coração.
E os desvarios,
São frios,
Mas se retiram quando a fé cresce.
Para tecer, para viver
O mistério do amor.
Entrego-te os meus versos simples
Sem tudo conseguir traduzir,
Mas que tudo se encarregue
Do pouco que te anuncio
Que sejam vindouros,
Sejam dourados
Todos os anos de sua existência.
2011
Poesia encomendada
No silêncio de uma flor
Olho destemido onde abrigo
Os segredos do meu amor
Da pura beleza, é singela
Desvendar de mocidade
Nessa idade, minha mulher
Entrego-te assim,
Inteiro do que sou:
Abraços de cetim.
Te douro, ó meu bem!
No melhor que há aqui,
Meu coração, frutos de carmim
Recebas alegremente,
Simples, sem temer,
Flores pra você!
Olho destemido onde abrigo
Os segredos do meu amor
Da pura beleza, é singela
Desvendar de mocidade
Nessa idade, minha mulher
Entrego-te assim,
Inteiro do que sou:
Abraços de cetim.
Te douro, ó meu bem!
No melhor que há aqui,
Meu coração, frutos de carmim
Recebas alegremente,
Simples, sem temer,
Flores pra você!
Aroma Natalino II
Vem de poesia
De sentidos, sentir
O céu a se abrir.
No horizonte, o estio,
O Natal me floriu
E o que tudo um dia caiu,
Me fez renascer.
Porque?
É que no peito um dia nasceu,
A raiz de vida,
Que bate asas, e tudo sorri
Raiz vivida.
Que os ramos chegam até aí...
Cuidado para não confundir
Porque o verdadeiro perfume
O perfume do alto,
Não se sente assim.
Não tem cheiro,
Não tem cor
Essência indolor
Se exala e se cala
O perfume da alma.
Quando verdadeiramente senti,
Não diga nada,
Estarei na sacada
Vendo você...
Sorrir!
Te dou essas palavras
E entrego as palavras da vida,
Para você refletir.
Essas têm cheiro de sangue,
Aquele que hoje nasceu
E faz tudo viver.
Jesus Cristo, é sim,
Quem tudo sabe,
Quem tudo vê.
Feliz Natal pra você!
De sentidos, sentir
O céu a se abrir.
No horizonte, o estio,
O Natal me floriu
E o que tudo um dia caiu,
Me fez renascer.
Porque?
É que no peito um dia nasceu,
A raiz de vida,
Que bate asas, e tudo sorri
Raiz vivida.
Que os ramos chegam até aí...
Cuidado para não confundir
Porque o verdadeiro perfume
O perfume do alto,
Não se sente assim.
Não tem cheiro,
Não tem cor
Essência indolor
Se exala e se cala
O perfume da alma.
Quando verdadeiramente senti,
Não diga nada,
Estarei na sacada
Vendo você...
Sorrir!
Te dou essas palavras
E entrego as palavras da vida,
Para você refletir.
Essas têm cheiro de sangue,
Aquele que hoje nasceu
E faz tudo viver.
Jesus Cristo, é sim,
Quem tudo sabe,
Quem tudo vê.
Feliz Natal pra você!
Pensamentos de mulher
Dentro de mim te um amor
Mas não sei se ele pertence à mim
Bem aqui, eu sinto,
Não sei se meu amor é meu.
Tenho horas de calor,
Mas depois um frio forte vem,
Me pega de surpresa e eu nem,
Consigo impedí-lo da dor.
Se eu pudesse evitar o frio...
Poderia ser uma constante crescente
De tudo o que amo e quero
Meus sentimentos pensados e correntes...
Eu ia bem mais longe, demais
Meu pulso mais forte pulsar
De pétalas voaria respirando
Com os aromas de rosas no ar
Mas um vento me leva embora
Arrastada para longe, na escuridão
Escrevendo num canto de quarto
Regulando a temperatura do coração
Observado, o frio, ameaça dissipar
Os beijos me vêm à cabeça
E então lembro com nitidez
O bem que já me fez.
Amo o presente por isso
Me assegura dos passos que traço
No agora, alcançáveis reflexos
Mas nada além do presente.
Então, não amo futuramente
Amo no presente da gente
Se nosso presente for eterno,
Poderás ser amado para sempre!
E quando à dor,
Espero que nunca mais volte.
Só quero ser feliz e consciente
É que meu peito não suporta mais desamor.
2006
Mas não sei se ele pertence à mim
Bem aqui, eu sinto,
Não sei se meu amor é meu.
Tenho horas de calor,
Mas depois um frio forte vem,
Me pega de surpresa e eu nem,
Consigo impedí-lo da dor.
Se eu pudesse evitar o frio...
Poderia ser uma constante crescente
De tudo o que amo e quero
Meus sentimentos pensados e correntes...
Eu ia bem mais longe, demais
Meu pulso mais forte pulsar
De pétalas voaria respirando
Com os aromas de rosas no ar
Mas um vento me leva embora
Arrastada para longe, na escuridão
Escrevendo num canto de quarto
Regulando a temperatura do coração
Observado, o frio, ameaça dissipar
Os beijos me vêm à cabeça
E então lembro com nitidez
O bem que já me fez.
Amo o presente por isso
Me assegura dos passos que traço
No agora, alcançáveis reflexos
Mas nada além do presente.
Então, não amo futuramente
Amo no presente da gente
Se nosso presente for eterno,
Poderás ser amado para sempre!
E quando à dor,
Espero que nunca mais volte.
Só quero ser feliz e consciente
É que meu peito não suporta mais desamor.
2006
Devaneio passado
Meu coração partido chorou...
Derramou o sal nos meus olhos abertos.
Ardidos, agora não conseguem enxergar.
Meu coração é um calice sem vinho...
Desejo devaneio e perdido.
2009
Derramou o sal nos meus olhos abertos.
Ardidos, agora não conseguem enxergar.
Meu coração é um calice sem vinho...
Desejo devaneio e perdido.
2009
Pensamentos
O bom da vida é viver o ruim da morte...
Porque você entende o sentido do amor de Deus.
A vida começa no fim e acaba no início.
11/09/2000
Porque você entende o sentido do amor de Deus.
A vida começa no fim e acaba no início.
11/09/2000
Eu, retroprojetada.
Apenas 12 anos, com um olhar profundo, um tanto que triste, mas também doce e cativante.
De quem herdei esse genótipo? Aonde está o meu verdadeiro olhar? Busco numa foto, num porta retrato, me encontrar. Onde estou? Essa sou eu? E dessa foto, faço retroprojeção em desenho para o papel. É como se desenhar cada traço meu, cada expressão minha, eu pudesse mergulhar nos meus brios e descobrir em cada rabisco que eu desse, a minha verdadeira identidade, a minha essência.
Mas desenhar, escrever, vomitar pensamentos em palavras, são os meus acho que maiores medos. Pois não sei a dimensão que pode sair, a intensidade que pode atingir e nem o quanto pode me abalar. É um abismo virgem, que apenas foi explorado em pouquíssimas, insignificantes coisas perante o seu tamanho real. E então, já que se é desconhecido, estranho, eu fujo, corro, sou covarde, e procuro esquecê-los, ou menos piro, adio pra mais tarde. Até quando serei covarde e ficarei adiando? Dons muitas vezes - será que posso chamar de dons? Não sei - que ficam congelados, como se estivessem esperando a hora certa de trabalhá-los. Retroprojetei, e nem sequer achei parecido comigo mesma. Penso que isso tenha algum significado e faça sentido. Eu não deveria desenhar incrivelmente, não, mas acho que estou sendo como o desenho, o que não sou de fato. Sou sim, a imagem revelada na foto, aquela que a câmera registrou todos os traços, cada forma, a realidade, a Anna Karenina, com precisão e nitidez, se desfocos.
Por essas e muitas outras que eu prefiro ficar na minha, calar os pensamentos, engolir o vômito que está na garganta, para evitar auto-questionamentos, como está acontecendo agora. E assim, não precisarei tocar no meu abismo.
Às vezes, engolir esses "sapos" é melhor do que se sentir frustrada. Por mais que eu esteja assim, um pouco demais melancólica e pensativa, sei que esquecer e me iludir que está tudo bem é o que tenho que fazer e não dar vazão para que esses pensamentos e sentimentos, muitas vezes tristes, se propaguem. Continuar assim, é muito cômodo pra mim, é muito mais fácil do que ter que encarar o fatos de fato, não vou mentir, na maioria das vezes me consolo e me faz bem, tendendo a permanecer assim - eu sempre volto por qualquer desistência minha. Tudo é limitado, menos o meu abismo. Será que toda vez que eu ficar sozinha comigo mesma, toda vez que eu vá menstruar, esse abismo vai me tomar? Sempre será assim? Até quando?
Eu tenho muito o que fazer, estudar química, ler as Memórias Póstumas de Brás Cubas, lições de geometria, matemática, ligar para Thaiane, e o que eu não lembro agora. Mas eu continuo na mesma, parada. Ah! Você é uma fraca Anna! Mas porque? Porque sou ou estou assim? Tem que existir explicação. Não é simples deletar tudo da mente consciente e principalmente subconsciente e colocar outra consciência e continuar executando, executando, executando, executando... O papel está acabando. Tenho que parar. Os pensamentos vão ter que ficar para próxima, ou levaria uma vida escrevendo. Volte para a realidade. Será que preciso de ajuda?
8/8/2004
De quem herdei esse genótipo? Aonde está o meu verdadeiro olhar? Busco numa foto, num porta retrato, me encontrar. Onde estou? Essa sou eu? E dessa foto, faço retroprojeção em desenho para o papel. É como se desenhar cada traço meu, cada expressão minha, eu pudesse mergulhar nos meus brios e descobrir em cada rabisco que eu desse, a minha verdadeira identidade, a minha essência.
Mas desenhar, escrever, vomitar pensamentos em palavras, são os meus acho que maiores medos. Pois não sei a dimensão que pode sair, a intensidade que pode atingir e nem o quanto pode me abalar. É um abismo virgem, que apenas foi explorado em pouquíssimas, insignificantes coisas perante o seu tamanho real. E então, já que se é desconhecido, estranho, eu fujo, corro, sou covarde, e procuro esquecê-los, ou menos piro, adio pra mais tarde. Até quando serei covarde e ficarei adiando? Dons muitas vezes - será que posso chamar de dons? Não sei - que ficam congelados, como se estivessem esperando a hora certa de trabalhá-los. Retroprojetei, e nem sequer achei parecido comigo mesma. Penso que isso tenha algum significado e faça sentido. Eu não deveria desenhar incrivelmente, não, mas acho que estou sendo como o desenho, o que não sou de fato. Sou sim, a imagem revelada na foto, aquela que a câmera registrou todos os traços, cada forma, a realidade, a Anna Karenina, com precisão e nitidez, se desfocos.
Por essas e muitas outras que eu prefiro ficar na minha, calar os pensamentos, engolir o vômito que está na garganta, para evitar auto-questionamentos, como está acontecendo agora. E assim, não precisarei tocar no meu abismo.
Às vezes, engolir esses "sapos" é melhor do que se sentir frustrada. Por mais que eu esteja assim, um pouco demais melancólica e pensativa, sei que esquecer e me iludir que está tudo bem é o que tenho que fazer e não dar vazão para que esses pensamentos e sentimentos, muitas vezes tristes, se propaguem. Continuar assim, é muito cômodo pra mim, é muito mais fácil do que ter que encarar o fatos de fato, não vou mentir, na maioria das vezes me consolo e me faz bem, tendendo a permanecer assim - eu sempre volto por qualquer desistência minha. Tudo é limitado, menos o meu abismo. Será que toda vez que eu ficar sozinha comigo mesma, toda vez que eu vá menstruar, esse abismo vai me tomar? Sempre será assim? Até quando?
Eu tenho muito o que fazer, estudar química, ler as Memórias Póstumas de Brás Cubas, lições de geometria, matemática, ligar para Thaiane, e o que eu não lembro agora. Mas eu continuo na mesma, parada. Ah! Você é uma fraca Anna! Mas porque? Porque sou ou estou assim? Tem que existir explicação. Não é simples deletar tudo da mente consciente e principalmente subconsciente e colocar outra consciência e continuar executando, executando, executando, executando... O papel está acabando. Tenho que parar. Os pensamentos vão ter que ficar para próxima, ou levaria uma vida escrevendo. Volte para a realidade. Será que preciso de ajuda?
8/8/2004
Eles estão lá, cantando.
Os passarinhos sempre vem cantar de manhã...
Mesmo quando tudo está fechado
Mesmo quando tudo está aberto
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Mesmo quando você está sozinho,
Mesmo quando você está com todo mundo,
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Por isso, não esqueça dos passarinhos amigos!
Eles realmente são quem não te abandonam
Mesmo quando chove muito,
Ou uma noite estrelada se abre para o dia,
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Gratidão aos passarinhos amigos!
Eu sempre quero tê-los por perto!
Porque eu sou uma passarinha,
E isso é muito bom!
2008
Mesmo quando tudo está fechado
Mesmo quando tudo está aberto
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Mesmo quando você está sozinho,
Mesmo quando você está com todo mundo,
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Por isso, não esqueça dos passarinhos amigos!
Eles realmente são quem não te abandonam
Mesmo quando chove muito,
Ou uma noite estrelada se abre para o dia,
Você pode sempre ter certeza,
Eles estão lá, cantando.
Gratidão aos passarinhos amigos!
Eu sempre quero tê-los por perto!
Porque eu sou uma passarinha,
E isso é muito bom!
2008
Aurora
Aurora!
Outrora volto a te ver
Nesta hora tenho que ir embora, partir.
Para depois poder voltar desejosa,
E sentir saudades daqui.
Oh linda árvore de galhos e tinta a óleo,
Que se derramam escorrendo dentre as vistas...
Expressionismo! Vanguardista, arte aos olhos nus,
O que me encanta,
Meus olhos em sabores de revolução.
Fim de tarde,
Cai a noite,
Minha criança,
Vou brincar.
Adeus, cheguei!
2007
Outrora volto a te ver
Nesta hora tenho que ir embora, partir.
Para depois poder voltar desejosa,
E sentir saudades daqui.
Oh linda árvore de galhos e tinta a óleo,
Que se derramam escorrendo dentre as vistas...
Expressionismo! Vanguardista, arte aos olhos nus,
O que me encanta,
Meus olhos em sabores de revolução.
Fim de tarde,
Cai a noite,
Minha criança,
Vou brincar.
Adeus, cheguei!
2007
Se será se esse amor de "s"
Sempre séria e simples
Selena ressoa serena,
Singelamente o som do ser...
Que completa sua essência.
Sérgio seria o suposto,
Que sustentaria o desesperado, coração,
Insólito, de Selena.
Mas este é comprometido
Seriamente à Suzana.
Sérgio sombrio e insano
Atordoa o sangrento desacelerado,
Coração de Selena.
Ilude-a com suas promessas de amor...
Partem e racham cada artéria
Do desacelerado coração de Selena!
Mas oh! Quão sofredora és!
D'este ardente amor impossível e ingrato!
Ela derrama lágrimas de tristeza,
Estas, que deviam felicidade.
Aos braços imaginários de Sérgio,
Deleitosa, Selena se joga em abismo de extinta serenidade.
Selena ressoa serena,
Singelamente o som do ser...
Que completa sua essência.
Sérgio seria o suposto,
Que sustentaria o desesperado, coração,
Insólito, de Selena.
Mas este é comprometido
Seriamente à Suzana.
Sérgio sombrio e insano
Atordoa o sangrento desacelerado,
Coração de Selena.
Ilude-a com suas promessas de amor...
Partem e racham cada artéria
Do desacelerado coração de Selena!
Mas oh! Quão sofredora és!
D'este ardente amor impossível e ingrato!
Ela derrama lágrimas de tristeza,
Estas, que deviam felicidade.
Aos braços imaginários de Sérgio,
Deleitosa, Selena se joga em abismo de extinta serenidade.
Recital de Amor - Lilica Ilumina
Em João Pessoa, 28 de julho de 2010, Quilombo de Paratibe.
Lilica Ilumina
Menina Leidiane
É como uma flor bela
Tem meiguice, é alegre
A alegria não se afasta dela
Joga capoeira
Tem mandinga no seu passo
Faz meia-lua de compasso
Bate palma e vem cantar:
Canta canta meu sininho
No peito a bombear
Voa voa passarinho
Na janela do olhar
Chega chega na cidade
Poesia profetizar:
A liberdade chegou
Redenção de amor
O Sol vai voltar.
Lilica Ilumina
Menina Leidiane
É como uma flor bela
Tem meiguice, é alegre
A alegria não se afasta dela
Joga capoeira
Tem mandinga no seu passo
Faz meia-lua de compasso
Bate palma e vem cantar:
Canta canta meu sininho
No peito a bombear
Voa voa passarinho
Na janela do olhar
Chega chega na cidade
Poesia profetizar:
A liberdade chegou
Redenção de amor
O Sol vai voltar.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Passos apressados
Passos apressados...
- O bonde já passou. Agora é tarde,
Comentou o maquinista.
Não pestanejei, está tudo bem.
Introspectiva pelo trilho,
Sentei no banco mais solícito,
Entre outros bancos e mesas de cimento.
Flores amarelas inundam o chão
Em sol ameno a meia tarde me compraz
Por cima da cabeça, árvores dançarinas
Refrescam-se as vistas na paisagem verdejante
Um olhar fixo, mirando o infinito em transições.
Agora tudo se preenche e transborda,
E nada se abstém.
No ar, umidades cálidas cintilantes
Ardem por dentro a cada inspiração:
Um ímpeto impulsivo,
Tempestuoso e suscitante
Radioso clarão.
Cheguei por último, é boa a noite.
Cheguei primeiro, é bom dia.
Não era cedo quando deu partida,
Antes, a madrugada acontecia.
Não era tarde quando deu saída,
Antes, sol poente adormecia.
Eis o bonde permanente:
Há vagas na estação do tempo,
O Sol vem beijando o mar,
Descolam plasmas transeuntes
Vagalumes dos dias e das noites se reúnem
Ascendente aurora da pedra angular.
A Unificação.
Viril
E ela com
sua blusinha velha,
Acizentada...
Dessas em
que te lançam olhar de flecha atravessada,
Contemplava
as nuances da estrada.
Sorriam por
dentro, as entranhas,
Desgarrando
a poesia viciada.
E com um
riso emocionado desprendeu o que jazia por dentro.
Os pés,
postos numa havaiana,
A água
gélida e vital estremecia por entre os dedos.
Deixou as
sandálias e saiu descalça em meio as pedras,
Submersa de
corpo inteiro por dentro d’água corredeira.
Olhou pro céu,
E depois se
despediu por entre os oásis fulgurantes que se deparara.
O oásis de
uma terra inteira,
O oásis de
um povo viril, intenso e negro.
Contas dos Rios
Bem simples
Pessoas,
humanos...
Serras,
Rios,
Flores...
Solidão às
vezes
Noite,
Orvalho,
Frio...
Lã,
Manga,
Sol,
Estio...
Não esvazio.
Vivei
Desprendi,
Desaprendi,
Pra
aprender.
Aprendi,
Desapeguei,
Peguei,
O céu alumiado
Paredão de
estrelas vibrantes.
E a lua,
Enamorada,
se exibe,
Dos
românticos,
Sãos e
leves,
É o povo
bonito,
Vistoso,
E simples.
VIVEI.
Para Anike
Flores,
Sambas,
Axés e
bambas!
Música,
Abraços
apertados,
Cheiros e
beijos!
Para uma
flor,
A cadência,
A dança, o
remelexo...
Para tu,
Anike,
Arte,
Não se
trumbique,
Coração
nosso é poesia...
E que reine
a serena,
Alegria,
Pois tu és
Serena,
E de paz.
Grande
beijo,
De quem te
quer mais:
VIVER!
Tim dlom
E nesse embalo que eu vou,
O Sol, a Lua, o mar, a terra, o ar...
Os rios, a selva, floresta...
E tudo o que sente e vibra, vai indo...
Expandindo no homem um som:
Sinos batem no infinito,
É bom:
Tim dlom.
Cordel, a cor que me deu II
Ô de boa tarde, pra quem é de tarde,
Ô de bom dia, pra quem é dia,
E boa noite, pra quem é noite,
E porque não?
Ô de bom tempo, pra quem tem o tempo,
No compasso de seu passo
E no pulsar do coração.
Ocês me dão licença
Pra ieu primeiro me apresentar,
Antes que a força do cordel se aumente,
Primeiro de minha raiz, vou falar
Com licença mais uma vez,
Estou a me apresentar,
Anastácia é a minha graça
Na missão da poesia estou aqui a falar.
Venho de lá de Grapiúna,
Terra onde nasceu nosso Jorge Amado.
É Itabuna! Cidade banhada pelo Cachoeira,
De nascente do Itaju do Colônia,
Também é terra de Cyro de Mattos.
Assim como o escritor Adonias Filho,
Todos escritores são renomados.
Ah como essa região é tão rica,
Só de pensar, me dá frio na barriga,
Se lembrar das poesias de Sosígenes Costa?
Com suas cores luminosas?
E seus versos coloridos? Nossa Senhora!
É cidadão ilheense, minha gente!
Aqui nesta terra ele viveu!
São Jorge dos Ilhéos!
Berço de cultura e natureza,
Terra de povos e de filhos,
Terra de muita força e beleza.
Se eu olhar pro mar, venho de pescador,
Timoneiro eu sou.
Se eu olhar pra terra,
Nosso Sinhô!
Sou Tubinambá, eu sou índio,
Quilombola, suburbano e ameríndio. Miscigenado.
Gente desta terra que me pariu,
Filho daqui e do Brasil.
Ô minha Bahia!
Ainda lembro do tempo do açoite, Lerêe,
Dos estivadores eu também sou.
Tantas sacas de cacau eu carreguei no porto,
Dos cacaus que pisaram os filhos meus,
Janira dia-a-dia de chapéu,
Vevia no meio das mata preservada,
E tirava do pé o manjar de mel.
Nosso cacau!
Tão lindo! Meu olho brilhava de ver,
Os cachos de ouro tudo reluzente,
Iluminava,
Um brilho intenso que vi morrer!
Os pé tudo doente, a bruxa foi solta,
Então apodreceram assassinados.
Foi um plano bem tramado...
Mais de três milhão de pessoa como eu,
Foi prejudicado! Saímos das roça, tudo abandonado.
Perdidos vagueamos pela cidade,
A procura de um migué.
Mas filhos daqui nós é!
Nasce aqui nossa identidade.
Caminhamos mesmo assim,
Mesmo quando em São Paulo,
Temos notícias daqui.
E tem mais rumores por aí,
Que agora querem a natureza, pra virar um pó só!
E dirribarem nossas arvre, que nois também plantou.
Misericórdia!
Porque rico em minério, nosso chão é...
Querem mamar nas teta de nossas vaca,
E não pagarem nem um vintém!
Mas filhos daqui nós é!
Preservada por tanto tempo,
Nossa Mata Atlântica,
Terceira maior biodiversidade do mundo, meus senhores!
Pra se acabar assim do nada?
Ah se não fosse a cultura dessa terra,
Pra ieu não ficar aperreada!
Quando chego no samba de roda,
Meu bem! Toda tristeza é lavada.
Porque eu sambo com a tristeza e esperança
Nesse chão que Deus me deu.
Pra passar e poder sentir,
Uma cadência de alegria e euforia...
Assim deveria fazer Joãozinho Alfaiate e os outros sambistas,
Grande músico daqui de Ilhéus,
Joãozinho Alfaiate tocava samba, cantava
E também fazia bolero.
Na Avenida Itabuna,
Era onde ele vadiava.
No Berro D’água, onde hoje é o Opaba,
Era onde o samba acontecia,
Em torno da década de 50,
O pé no salão todo mundo arrastava.
Êta viola danada, todo mundo é do samba meu bem!
Arrastava o pé, dançava, bolerava...
Fazia samba, o que veio do semba,
Fazia samba Seu Gordura
O mestre de todos os cantores, - Já morreu
Odraude fazia também, - está vivo,
Assim como Antônio Muniz - está vivo,
Mão Branca fazia também - está vivo
Seresta pro samba fazem bem,
Gilberto Sena e outros mais.
Foi na Conquista que Joaõzinho Alfaiate viveu sua vida,
Deixou seus frutos: O Clube do Samba
Jorge Ivan,
Sérgio Nogueira,
Herval Lemos,
Cláudio Vieira,
Gil Lucas,
Agda Silva
E outros mais.
Tem mesmo outras pessoas,
Que eu me esqueci,
E tem mais gente por aí.
Filhos daqui nós é!
Nasce aqui nossa identidade.
Pra passar e poder sentir,
Uma cadência de alegria e euforia...
Ô minha Bahia, vivo em ti,
Toda hora, todo dia.
E assim também deveria fazer
O mestre de capoeira de Ilhéus mais antigo
O nome dele é mestre Virgílio!
Em Olivença dá aula de angola,
E nossa capoeira revigora.
Com sua mandinga,
Seu dendê e remelexo bambo,
É sábio e mestre este ser humano,
Ele nos diz que, dois pontos:
“A capoeira é tudo o que faz você.
E antes de estar no corpo,
A capoeira está na mente,
Ela acompanha a gente.
Quando chego no Terreiro,
faço a minha obrigação.
Rezo para Deus primeiro,
Angoleiro e Africano da Nação.
Aos Senhores eu peço licença para vadiar nesse salão”.
O mestre João Grande graduou Virgílio contramestre.
Conviveu com vários mestres,
Criou a União dos Capoeiristas do Sul da Bahia
E realiza um encontro internacional chamado
De Capoeira Roda da Paz.
Eu digo que o dendê está no sangue,
E capoeira tem axé!
Meu camarada, não se engane!
Capoeira tá no pé.
E na mulher!
Mas é claro.
O Movimento Feminino de Capoeira está aí,
Todo mês elas vêm se reunir,
A maioria das mulhé, tudo daqui,
Se ajunta tudo, faz roda, samba,
Vai no berimbau,
Entra pro jogo, elas dança
Canta as ladainha e balança
Capoeiragem das mulhé de toda cor...
E filhas tudo daqui!
Pois a capoeira me disse assim:
- Ocê largue de besteira e preconceito
Se apoquente e não se avexe:
Capoeira já raiou. Visse?
É, eu sou daqui do nordeste,
Descendo de Maria Bunita,
A Mulher de Lampião,
Mas não sou cabra e nem da peste,
Porque sou mulher e arretada,
E não tenho pacto com o cão.
O fi do cabrunco, bicho tinhoso!
Fique longe, vá de retro coisa feia!
Pro seu bico eu não sirvo.
São Sebastião é meu guia.
O padroeiro desta cidade!
Que curou dos índios as enfermidades,
Quando chegaram aqui os brancos,
Misturando suas etnicidades.
Os cabocos começaram a morrer,
E pra São Sebastião fizeram promessa:
Que se ele devolvesse a saúde do povo indígena,
- Que vem de lá de Olivença,
Se ele curasse as doença que vei dos branco
Um Igreja seria erguida à São Sebastião,
E os índios teriam nele uma grande devoção.
E assim foi o que se fez, o povo foi curado,
Daí foi que nasceu a puxada do mastro
Os machadeiro de Olivença, que veve nos mei do mato,
E o povo antigo de lá pode confirmar o que estou dizendo.
O porque daquele mastro.
São Sebastião um santo muito devotado,
É um guerreiro, forte e bondoso,
Foi soldado mártir pela causa de Cristo Jesus,
Flecharam Sebastião seu corpo,
Açoitaram ele em tronco,
E não bastasse,
Um lança atravessou seu peito.
Por Jesus Cristo Sebastião morreu,
Afirmando o amor de Deus
Em todo campo de batalha,
São Sebastião!
Santo e guerreiro!
Nosso padroeiro,
Intercede à Deus pelo seu povo!
Esse povo amado,
Desta terra às vezes esquecida,
Às vezes maltratada...
Mas filhos daqui nós é!
Ói, eu vou dizer uma coisa pra ocê,
Abençoa toda essa gente,
E que tenha muita alegria em suas casa,
Em suas famía, que seja unida, saúde e paz...
E tenha muita luz nas suas estrada.
E que não se esqueçam dos cantos dos passarinho,
Que fica assobiando junto no som do tempo,
A vida só tem sentido se viver o amor.
Que tu sempre tenha um tino,
No compasso de seu coração,
E mesmo quando repentino,
Nas voltas que o destino dá, né?
Sempre tem um sino badalando no infinito.
Agora ocês me dão licença,
Pra ieu me arretirar,
É uma alegria muito grande,
Este cordel eu recitar,
E essas coisa poder dizer
Aqui no centenário de Jorge Amado,
E que todo mundo seja amado
Amor e paz pra você.
Salve!
Dia de uma Enamorada da Vida
Desaprendi a me apaixonar
Pois não sei mais onde guardei
A ilusão de uma paixão,
Que invade e atropela os pensamentos...
O envolvimento,
O laço e o beijo.
O calor entusiasmado,
De um precipício à vista a se jogar.
É... Perdi o rebolado...
E não adianta jogar feitiço
Já estou acostumado!
Quando eu olho no seu olho,
É quebranto,
Vejo o laço encomendado,
E se desfaz o castelo de barro.
Você gagueja e finge atrasado,
Olha pro lado e pensa,
“Qual será o próximo passo?”
E então se entrega de bandeja...
Não gosto de homem fraco!
É... Eu perdi o rebolado...
E o calor precipitado.
Sofro de consciência solitária!
E hoje, sou calado,
Satisfação me dou a mim mesmo.
É... Desaprendi a me apaixonar
Fiquei dura feito ferro,
Porque a vida me refez.
E o que se fez?
Coração visceral feito o meu,
Duro e doce que nem mel.
Assim sendo,
Qual o mal que se tem?
Se na vida desamei,
As paixões de uma mocidade ligeira?
Seria eu cruel,
Sem sentimentos, indiferente?
Não. Não.
Ao fel não me entreguei,
Sou poeta de nova guarda.
Já encontrei o meu amor:
De tempo presente me sou,
Amo essa vida, a luz e a cor
Vibrantes cintilam as luzes da estrada.
O silêncio me ensina,
E a solidão me talha.
Amor na vida só com dor,
Senão não há graça!
Não se trata de “masoquista”...
Só não pode ter medo, não.
É que nem samba canção...
Sou minha melhor companhia!
Em tempo de desalento:
O tempo passa e te aproveitam,
Você passa tempo de alguém,
Alguém passa tempo de você...
O tempo passa por vocês,
Depois se descartam em despojos.
E tudo o que era, virou-se a pó,
Para reconstruíres seu castelo de flores?
E amores num peito vazio?
E o tempo passa,
E passa o vento.
E no ouvido uma voz me fala:
- Antes a mão vazia e o coração cheio,
Do que mão dada e coração vazio.
A melhor companhia de agora,
É brisa que sopra na varanda d’alma.
Só sei amar se for com dor,
Se assim não for,
Inteiro do que se é,
Guarde seu vinho seco,
E poupe o brinde de mentirinhas.
Porque eu fico com a vida,
Por ela me enamorei...
Meu passado se desfez,
Sou artista do tempo presente,
Que não pressente
O futuro de agora...
Quem me vê assim passando,
Sossegada, de passos selados,
Não imagina...
Que tem um samba arrumado,
Em passos de mocidade e alegria.
Que me vê assim sambando sozinha,
Miudinho, sem muita euforia,
Não imagina...
Que esse samba é de mulher rendeira,
Samba e canta nas contas a reza.
Uma paixão que o tempo preza! E não erra...
Quem me vê assim passando, sambando e sozinha,
Não imagina
Que estou guardando o meu vestido de chita!
Pra quando o carnaval passar...
Pra quando o carnaval acabar...
E as águas de março fecharem o verão.
Vou de mocidade.
Um pouco à moda antiga,
Um tanto modernista,
Tô me guardando o vestido de chita,
Sou nordestina,
Que destina...
Para a paixão incendiada!
É, me entreguei,
Sou poeta desta vida.
Eternamente apaixonada,
Sou e fiquei,
Sou palavras.
NÊGO
Te levo a bem,
Porque a bem te quero...
Deixe que o mal estrilique
Porque a bem te quero...
Deixe que o mal estrilique
Estriquinando,
E rodopiando de kalundu.
Te levo a bem,
Porque te afeiçoo,
Nêgo.
Assim como o vento leva ieu
Levo o vento em ieu,
Vento bom leva em tu,
Uma boa comunicação.
Suave tocando a tez
Brisa leve e aconchego
Dengo bom, não nego,
Olho pra você.
E diz a brisa que tece,
Fluem nuances no ar,
E das nuances na vida,
Te abracei.
E rodopiando de kalundu.
Te levo a bem,
Porque te afeiçoo,
Nêgo.
Assim como o vento leva ieu
Levo o vento em ieu,
Vento bom leva em tu,
Uma boa comunicação.
Suave tocando a tez
Brisa leve e aconchego
Dengo bom, não nego,
Olho pra você.
E diz a brisa que tece,
Fluem nuances no ar,
E das nuances na vida,
Te abracei.
Terremoto
A terra está viva e se mexe,
A terra treme...
O corpo deitado com as costas pro chão
A terra treme...
O corpo deitado com as costas pro chão
E a fronte voltada para o Universo,
Porque o mundo ficou pequeno,
E doente.
A tevê insana
As novelas cinematográficas,
Não me dizem nada,
São bonecos falando qualquer coisa...
E alienando a massa.
Como os bonecos dos jornais.
Sou massa?
Massa seria se exaurisse a ditadura camuflada,
E a matrix sucumbida.
Uma nova forma de vida?
Não sei.
O que vejo são flechas atravessadas,
Como balas perdidas em lei de cego em mando de tiroteio.
Institucionalizadas,
Posadas de bacanas,
Sem nenhum pudor moral!
Uh! Que fedor!
Planalto Central fede,
Exala a carniça dos gabinetes,
Perfumados de caviar à cólera.
Uh! Que fedor! Minha cidade!
De nascimento, de criação e da universidade.
Engodo eleitoral,
Demagogias...
Nos ônibus,
São sardinhas enlatadas.
Nas ruas,
Abandono e desolação.
A Bahia? Sem aula, desgoverno,
Estúpida nação.
Cansaço,
Vou-me embora pra Chapada.
Porque o mundo ficou pequeno,
E doente.
A tevê insana
As novelas cinematográficas,
Não me dizem nada,
São bonecos falando qualquer coisa...
E alienando a massa.
Como os bonecos dos jornais.
Sou massa?
Massa seria se exaurisse a ditadura camuflada,
E a matrix sucumbida.
Uma nova forma de vida?
Não sei.
O que vejo são flechas atravessadas,
Como balas perdidas em lei de cego em mando de tiroteio.
Institucionalizadas,
Posadas de bacanas,
Sem nenhum pudor moral!
Uh! Que fedor!
Planalto Central fede,
Exala a carniça dos gabinetes,
Perfumados de caviar à cólera.
Uh! Que fedor! Minha cidade!
De nascimento, de criação e da universidade.
Engodo eleitoral,
Demagogias...
Nos ônibus,
São sardinhas enlatadas.
Nas ruas,
Abandono e desolação.
A Bahia? Sem aula, desgoverno,
Estúpida nação.
Cansaço,
Vou-me embora pra Chapada.
Sobre os rótulos
Os rótulos são tão pobres,
Não têm profundidade,
Submersos no artífice das superfícies terrenas.
Os rótulos, não me pertencem,
Pertencem à língua de quem lançou,
De quem saiu e procura abrigo nas personalidades.
Mas não encontrou.
É como uma tatuagem voando,
Buscando um corpo para se deitar, revestir,
E massacrar.
Os rótulos são do obsessor.
Procuram noite e dia fiar tua paz,
Sedento e sem leito. Sem amor.
Não te rendas!
Porque os rótulos são para os presos, escravos,
Para os que têm medo,
E querem aprisionar outros.
São enquadrantes,
Enquadrados e quadrados,
Perfis humanos, formatados, desolados.
São para aqueles que não transcendem,
Não entendem os sentidos fulgurantes das palavras,
Que estão sempre além.
Os rótulos não têm cor.
Porque são limitados.
Alienação e prisão. São desalmados.
Os rótulos também são pessoas.
E em seu instrumento mais eficaz,
Os rótulos são as línguas, as mínguas.
As línguas da mentira,
Discursos pré-fabricados.
Aprisionados, são facetados.
E nesse enredo todo,
Eu fico com a liberdade dos espíritos inquietos.
Proativos e nexos...
E mesmo quando sem nexos aparentes,
Tem nexo, pra expandir.
Dissipar.
E que na minha estranheza de ser,
Sinto o bem, sou mais humana
E não bestificada.
É daquela liberdade que nada te pega,
Liberdade e movimento...
Saravá!
Não têm profundidade,
Submersos no artífice das superfícies terrenas.
Os rótulos, não me pertencem,
Pertencem à língua de quem lançou,
De quem saiu e procura abrigo nas personalidades.
Mas não encontrou.
É como uma tatuagem voando,
Buscando um corpo para se deitar, revestir,
E massacrar.
Os rótulos são do obsessor.
Procuram noite e dia fiar tua paz,
Sedento e sem leito. Sem amor.
Não te rendas!
Porque os rótulos são para os presos, escravos,
Para os que têm medo,
E querem aprisionar outros.
São enquadrantes,
Enquadrados e quadrados,
Perfis humanos, formatados, desolados.
São para aqueles que não transcendem,
Não entendem os sentidos fulgurantes das palavras,
Que estão sempre além.
Os rótulos não têm cor.
Porque são limitados.
Alienação e prisão. São desalmados.
Os rótulos também são pessoas.
E em seu instrumento mais eficaz,
Os rótulos são as línguas, as mínguas.
As línguas da mentira,
Discursos pré-fabricados.
Aprisionados, são facetados.
E nesse enredo todo,
Eu fico com a liberdade dos espíritos inquietos.
Proativos e nexos...
E mesmo quando sem nexos aparentes,
Tem nexo, pra expandir.
Dissipar.
E que na minha estranheza de ser,
Sinto o bem, sou mais humana
E não bestificada.
É daquela liberdade que nada te pega,
Liberdade e movimento...
Saravá!
Alvorada Ritmada
Por cima dos telhados das casas
Por cima de toda dor
Vem como nuvem e fumaça
Os encantos do tempo
Hora que o Sol chegou!
Rasgante na imensidão
Alvorada, eterno dia
Porque o céu é o amor
Das cores infinitas,
Passarinhos são sambistas
Entoam música boa
Entoam cantos, esplendor
São canções tão lindas
Por cima dos telhados das casas
Por cima de toda dor
Eles vem chegando (É bom dia!),
Janelas abertas, e não utopia,
São nuvens! (É o Sol!)
Com toda a cor no estio
São cantos tão altos, (Tão altos!)
Contagia,
É poesia
São tão amigos,
Tão amigos (Eles são)
Passarinhos unidos
Dançam e felizes,
Como em samba canção
No que vem chegando (Que vem),
Narrativa pede sua mão
Que nas voltas que o mundo dê (Tem dendê!),
Amaciar coração!
Coletivo (coletivo)
Os pássaros, musicais (eles são)
É cultura, arte trazida
Animais, Natureza (Natureza)
Tudo uma só comunhão!
No que vem chegando (Que vem)
É o novo (Meu Amor)
Humanidade,
É raridade?
Meu camarada,
Meu irmão?
E nas voltas que o mundo dê (Tem dendê)
E nas voltas que o mundo dá (vai rasgar)
O baião, o xaxado
Reco reco e tamborim
Afoxé, Ijexá (Oxalá)
Oxalá te livre...
De todas amarras daqui!
É um som (É um som),
Toda cultura,
Cultura toda
Ritmos, ascenção
É Bahia, (Minha Bahia)
Meu Senhor do Bonfim...
Alvoradas
Imensidão
Poesia
Unificação
Homens
Natureza
Animais
Frutifica
Criação.
Liberdade e amor.
Devaneios
A gente tem que querer sem esperar nada do outro em troca
Embora as pessoas estejam condicionadas a condicionar suas vontades
Mas quando é de verdade,
Não condiciona, apenas sente
E o que tenho a oferecer eu já falei,
Que te dou as minhas mãos abertas,
Voltadas para cima
Para que na estrada da vida,
Venha dar as mãos
Pra quem com o coração,
Saiba entender que é no caminho do percurso,
Que viverá o que se há de narrar,
Que só no caminhar vai descobrir,
Como a vida vai sorrir.
Não tem o que esperar,
Se é a chuva que pinga em nossa pele,
Dizendo ela pra gente,
Que não pressente,
Apenas se sente bem em estar na sua companhia.
Assim como tudo no universo você possa aliar,
Você nunca estará sozinho.
A despedida não será algo banal,
Como quem desfruta de boas coisas,
E depois vai sem ressentimentos.
Cada um levou um pouco do outro,
E deixou de si pro outro.
Cada um é um novo um,
Porque interagiu com o outro,
E adquiriu o outro pra si,
Na medida em que foi proveitoso para ambos,
E não aproveitadores, o que é diferente.
Aproveitadores usam,
Proveitosos, sentem, aprendem, sofrem e amam.
E mesmo na despedida,
Se houver de despir,
Aquilo foi cristalizado na eternidade,
Uma única vez, de um único momento,
Em um único tempo, entre dois vocês.
Vivência única, e que pode se reaver,
Basta querer, a porta entreaberta.
E não há determinismo para as relações e nem os tipos,
Basta que seja,
Que tu sejas, você.
Mas quando é de verdade,
Não condiciona, apenas sente
E o que tenho a oferecer eu já falei,
Que te dou as minhas mãos abertas,
Voltadas para cima
Para que na estrada da vida,
Venha dar as mãos
Pra quem com o coração,
Saiba entender que é no caminho do percurso,
Que viverá o que se há de narrar,
Que só no caminhar vai descobrir,
Como a vida vai sorrir.
Não tem o que esperar,
Se é a chuva que pinga em nossa pele,
Dizendo ela pra gente,
Que não pressente,
Apenas se sente bem em estar na sua companhia.
Assim como tudo no universo você possa aliar,
Você nunca estará sozinho.
A despedida não será algo banal,
Como quem desfruta de boas coisas,
E depois vai sem ressentimentos.
Cada um levou um pouco do outro,
E deixou de si pro outro.
Cada um é um novo um,
Porque interagiu com o outro,
E adquiriu o outro pra si,
Na medida em que foi proveitoso para ambos,
E não aproveitadores, o que é diferente.
Aproveitadores usam,
Proveitosos, sentem, aprendem, sofrem e amam.
E mesmo na despedida,
Se houver de despir,
Aquilo foi cristalizado na eternidade,
Uma única vez, de um único momento,
Em um único tempo, entre dois vocês.
Vivência única, e que pode se reaver,
Basta querer, a porta entreaberta.
E não há determinismo para as relações e nem os tipos,
Basta que seja,
Que tu sejas, você.
Portas no caminho
No caminho da vida,
Onde quer que você venha a caminhar,
Deixe um pouco de si nos passos que dá,
Nas sementes que joga,
E onde encontrar terra para plantá-las,
Dê o seu melhor, seja o seu melhor
Reconheça suas limitações,
E antes de julgar o outro,
Enxerga antes a trave no seu olho
E retira-a,
Para ver outras realidades
Tenha humildade...
E deixe as portas abertas
Nunca saia de um caminho e feche as portas para ele,
Você não sabe quando um dia pode precisar novamente.
Pois o que é pra fechar,
A vida já se encarrega.
Por isso,
Regue a vida com amor e coisas boas
Lealdade e afeição?
São coisas raras!
Se conquista isso em alguém,
Não perca jamais...
Você não saberá quando conquistará novamente.
Talvez um dia, daqui a anos,
Ou nunca mais.
Valorize cada sorriso,
Veja a sinceridade deles,
E olhe no olho,
Cuide de si e cuide do outro,
Ame,
Pois se tem algo certo, é:
Gentileza gera gentileza,
E gera mais,
Muito mais.
Outras portas se abrem no universo...
Não tranque as suas,
Para que as portas que queira abrir,
Não se fechem para você.
É o que semeia,
O que pensa,
O que sente,
O que come,
O que faz,
O que ama,
O que planeja
Planeje...
Invista,
E sinta:
Que o mundo é um grão em sua mão.
Use-o a seu favor!
E não se esqueça de que,
O que você fizer no mundo,
Você faz com você.
Porque você é um mundo.
Agricultura celeste,
Partículas cósmicas,
Maori Comunicação.
Poesia Visceral II
No dia da poesia,
Vou escrever pra dizer...
Que poesia não precisa de dia,
Não precisa de mim,
E nem de você.
Nós é que precisamos dela.
Ela é todo dia,
E dentro da gente,
Subconsciente visceral.
Não quero os versos curtos,
E nem os compridos,
Quero versos infinitos,
Alcançando o cosmo,
Estrelas cadentes...
E permanentes.
Não quero mais tercetos,
Nem quartetos,
As estrofes sofregadas,
Destes decágonos...
Quero sem métricas,
Só com a sina,
De todas as descobertas.
De poetas.
Poesia não quer dizer nada,
Porque dizendo nada,
Pode ser tudo, e dizer muito,
No universo onírico,
E transcendentalmente,
Pleno.
Poesia irrompe aqueles dentes escancarados,
Cheio de olhares e olhos facetados,
Dos olhos doentes, maquilados e vazios a se exibir.
E sendo tudo,
Poesia é criacionista,
D'arte espontânea,
O que brota de si,
E que sai por aí a respirar,
Sentimentos sem se escrever:
Inspiração.
Poesia
É o silêncio no meio do barulho,
Na confusão nata dos espíritos inquietos,
Do saudosismo, do melodrama...
E do visgo que leva a melancolia.
É o alto volume do som de todos os rocks,
A batida dos pandeiros de samba,
Da mulher rendeira e da reza,
Que leva no balanço bordado da saia,
E nas contas que seus dedos distribuem,
É também sorrisos de criança.
Poesia
É a noite escura, serena e fria,
É o astro, o espiral
Os desenhos das estrelas,
De crucifixo, satélites, pirâmides e castelos,
Misteriosos e belos,
Desvarios.
Amor e dor,
Também é Sol,
Tempestades de luz,
Demasias.
É o menino chorando,
Sentado na rua,
De fome, de solidão.
É a menina de tranças,
Ansiosa na janela,
Na redoma de tanta proteção.
É o café,
O algodão doce.
Uma pipa voando no céu.
Um barquinho de papel...
Poesia
É a escrita, uma expressão,
Um verbo calado,
Inocente e cheio de malícia,
E que tem ode à televisão.
É tudo o que transita
E encontra corações solícitos
Pra sentir a comunicação...
Das coisas simples,
Sentintes e solidárias,
Poesia é visceral!
Anastácia
sábado, 17 de dezembro de 2011
Euforia
No peito um ritmo pulsante,
Irrompe meus batimentos,
Com força, com força,
Assoladora.
Algo cheio de furor me toma
E eu não tenho complacência para com a hipocrisia:
A humanidade e suas parafernálias institucionais falidas,
Inúteis,
Hão de ser desmoralizadas,
Mesmo que posadas por cima de uma moral,
Mediocrizadamente, são insolentemente e animal.
Destituir-se-ão de si mesmos,
Como farelos ruindo ao pó,
Tijolos de barro,
Insustentáveis, ruirão ao abismo!
Homens, animais,
Que se devoram como canibais,
Abutres, putrefadores de si mesmos,
De seus instintos mais imundos,
Inescrúpulosos podres!
Não! Não perderei a virtude da integridade,
Mesmo diante da desintegração da virtude,
De homens alheios, sem jeitos, entregues,
Os covardes, de negligentes e sem razão,
E embriagados.
Preservo o que me faz inteiro,
Homem,
Matriz e de corpo inteiro,
De alma,
Fagulha que acende o ar,
E transcendental fora do cerco.
Não fugirei de minha condição...
Humana idade.
Dou-me o direito de discordar,
Porque se assim não fosse,
Ah, morreria.
Que seja então com a pluralidade!
Subsistirei...
E agora? Uma folga pra cabeça...
Mas pro coração não,
Logo pra este,
Que já dorme acordado! rs
Irrompe meus batimentos,
Com força, com força,
Assoladora.
Algo cheio de furor me toma
E eu não tenho complacência para com a hipocrisia:
A humanidade e suas parafernálias institucionais falidas,
Inúteis,
Hão de ser desmoralizadas,
Mesmo que posadas por cima de uma moral,
Mediocrizadamente, são insolentemente e animal.
Destituir-se-ão de si mesmos,
Como farelos ruindo ao pó,
Tijolos de barro,
Insustentáveis, ruirão ao abismo!
Homens, animais,
Que se devoram como canibais,
Abutres, putrefadores de si mesmos,
De seus instintos mais imundos,
Inescrúpulosos podres!
Não! Não perderei a virtude da integridade,
Mesmo diante da desintegração da virtude,
De homens alheios, sem jeitos, entregues,
Os covardes, de negligentes e sem razão,
E embriagados.
Preservo o que me faz inteiro,
Homem,
Matriz e de corpo inteiro,
De alma,
Fagulha que acende o ar,
E transcendental fora do cerco.
Não fugirei de minha condição...
Humana idade.
Dou-me o direito de discordar,
Porque se assim não fosse,
Ah, morreria.
Que seja então com a pluralidade!
Subsistirei...
E agora? Uma folga pra cabeça...
Mas pro coração não,
Logo pra este,
Que já dorme acordado! rs
Leão humano
Tarde de dezembro
D'onde vejo as gramas balançarem
As colinas verdejantes se enebriam
E vêm pra dentro de mim essa imagem
Saltitam, salpicam de energia
As gramas, o vento, eles sorriam
E uma brisa que silencia repousando a face sofregada,
Das dores de uma vida,
As dores de todo dia...
Não sei o que me espera
Eu também não espero nada
Na labuta diária dessa estrada,
Não há mais nada a se perder...
Só ganho o leão de todo dia,
Meu amiguinho cabeludo,
De tantas vezes que nos deparamos
Nada mais temo, é o escudo.
Oh amigo leão,
Parceiro de caminhada
Até quando haverá o chão
Para deixarmos nossas pegadas?
Não te esmoreças oh meu filho,
Ainda tem chão para o leão,
Saber passar.
Como os vales que atravessamos,
Sem saber exatamente o que tem lá...
É tudo novo,
Nova vida,
Eterna descoberta diária,
Que se faz, se irriga.
Amendoas doces,
Tem dendê,
E também bolo de fubá,
Há de ter na receita do pão da vida,
Alimento da alma não faltará!
Oh o meu leão,
Meu amigo de todo dia,
Eu não vou te matar!
Me engula se for preciso,
Dentro de ti eu vou morar!
Mas da luta não fugirei,
Tu és meu amigo,
Mas se a cólera te refez,
E deixaste tua mocidade,
E perdeste a justiça de um rei,
Por ti eu sofrerei,
Por tua brandura abandonada...
Pois o cajado está no alto,
Torneando nossa estrada,
E os poetas de coração regenerado,
Não sofrem mais a noite calada...
São poetas líricos e coletivos,
Entoando um canto vasto,
Um chamado:
- A fruta amadurece e sede,
Do pé que cai de sua árvore,
Ela vai e sucede!
Como o sumo de seu humus,
Volta ao chão, sua raiz
E com o coração na mão,
Alimenta a sede que tem de si!
A noite cai,
O dia nasce,
Aurora chega,
Inebriante...
Milhões de estrelas inundam o oceano
E enamorado, o mar se transborda
E é nas cordas, camarada, dentre os galhos,
Que macaco vem se sustentar...
Andorinhas cantam,
Golfinhos nadam,
Na calçada em alto mar...
E os peixinhos, oh!
Tão pequeninos...
Se vão em cardume nadar
Entram na boca da baleia,
E como num parto, num rasgo
A baleia expulsa toda sua angústia e sofrer,
Expurga, pare e nasce,
Junto com sua nova gravidez:
Somos animais do planeta Terra
Pensamos, mas se não usamos
O coração de nossas mãos entrelaçadas,
Não há tanto mais para que serve o ser...
Ser deixou de ser ser,
É só um motor infeliz, coitado...
Com prazo de validade a expirar,
Mas não vale!
Ser humano,
É o humano ser,
Esqueceram, mas lembramos,
Que o humos dos anos,
Inexprimível condição infinita de amor,
Que habita dentro de você,
Continua,
Porque mesmo com dor,
Vamos proceder!
Avante!
D'onde vejo as gramas balançarem
As colinas verdejantes se enebriam
E vêm pra dentro de mim essa imagem
Saltitam, salpicam de energia
As gramas, o vento, eles sorriam
E uma brisa que silencia repousando a face sofregada,
Das dores de uma vida,
As dores de todo dia...
Não sei o que me espera
Eu também não espero nada
Na labuta diária dessa estrada,
Não há mais nada a se perder...
Só ganho o leão de todo dia,
Meu amiguinho cabeludo,
De tantas vezes que nos deparamos
Nada mais temo, é o escudo.
Oh amigo leão,
Parceiro de caminhada
Até quando haverá o chão
Para deixarmos nossas pegadas?
Não te esmoreças oh meu filho,
Ainda tem chão para o leão,
Saber passar.
Como os vales que atravessamos,
Sem saber exatamente o que tem lá...
É tudo novo,
Nova vida,
Eterna descoberta diária,
Que se faz, se irriga.
Amendoas doces,
Tem dendê,
E também bolo de fubá,
Há de ter na receita do pão da vida,
Alimento da alma não faltará!
Oh o meu leão,
Meu amigo de todo dia,
Eu não vou te matar!
Me engula se for preciso,
Dentro de ti eu vou morar!
Mas da luta não fugirei,
Tu és meu amigo,
Mas se a cólera te refez,
E deixaste tua mocidade,
E perdeste a justiça de um rei,
Por ti eu sofrerei,
Por tua brandura abandonada...
Pois o cajado está no alto,
Torneando nossa estrada,
E os poetas de coração regenerado,
Não sofrem mais a noite calada...
São poetas líricos e coletivos,
Entoando um canto vasto,
Um chamado:
- A fruta amadurece e sede,
Do pé que cai de sua árvore,
Ela vai e sucede!
Como o sumo de seu humus,
Volta ao chão, sua raiz
E com o coração na mão,
Alimenta a sede que tem de si!
A noite cai,
O dia nasce,
Aurora chega,
Inebriante...
Milhões de estrelas inundam o oceano
E enamorado, o mar se transborda
E é nas cordas, camarada, dentre os galhos,
Que macaco vem se sustentar...
Andorinhas cantam,
Golfinhos nadam,
Na calçada em alto mar...
E os peixinhos, oh!
Tão pequeninos...
Se vão em cardume nadar
Entram na boca da baleia,
E como num parto, num rasgo
A baleia expulsa toda sua angústia e sofrer,
Expurga, pare e nasce,
Junto com sua nova gravidez:
Somos animais do planeta Terra
Pensamos, mas se não usamos
O coração de nossas mãos entrelaçadas,
Não há tanto mais para que serve o ser...
Ser deixou de ser ser,
É só um motor infeliz, coitado...
Com prazo de validade a expirar,
Mas não vale!
Ser humano,
É o humano ser,
Esqueceram, mas lembramos,
Que o humos dos anos,
Inexprimível condição infinita de amor,
Que habita dentro de você,
Continua,
Porque mesmo com dor,
Vamos proceder!
Avante!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Devaneios
A gente tem que querer sem esperar nada do outro em troca
Embora as pessoas estejam condicionadas a condicionar suas vontades
Mas quando é de verdade,
Não condiciona, apenas sente
E o que tenho a oferecer eu já falei,
Que te dou as minhas mãos abertas,
Voltadas para cima
Para que na estrada da vida,
Venha dar as mãos
Pra quem com o coração,
Saiba entender que é no caminho do percurso,
Que viverá o que se há de narrar,
Que só no caminhar vai descobrir,
Como a vida vai sorrir.
Não tem o que esperar,
Se é a chuva que pinga em nossa pele,
Dizendo ela pra gente,
Que não pressente,
Apenas se sente bem em estar na sua companhia.
Assim como tudo no universo você possa aliar,
Você nunca estará sozinho.
A despedida não será algo banal,
Como quem desfruta de boas coisas,
E depois vai sem ressentimentos.
Cada um levou um pouco do outro,
E deixou de si pro outro.
Cada um é um novo um,
Porque interagiu com o outro,
E adquiriu o outro pra si,
Na medida em que foi proveitoso para ambos,
E não aproveitadores, o que é diferente.
Aproveitadores usam,
Proveitosos, sentem, aprendem, sofrem e amam.
E mesmo na despedida,
Se houver de despir,
Aquilo foi cristalizado na eternidade,
Uma única vez, de um único momento,
Em um único tempo, entre dois vocês.
Vivência única, e que pode se reaver,
Basta querer, a porta entreaberta.
E não há determinismo para as relações e nem os tipos,
Basta que seja,
Que tu sejas, você.
Embora as pessoas estejam condicionadas a condicionar suas vontades
Mas quando é de verdade,
Não condiciona, apenas sente
E o que tenho a oferecer eu já falei,
Que te dou as minhas mãos abertas,
Voltadas para cima
Para que na estrada da vida,
Venha dar as mãos
Pra quem com o coração,
Saiba entender que é no caminho do percurso,
Que viverá o que se há de narrar,
Que só no caminhar vai descobrir,
Como a vida vai sorrir.
Não tem o que esperar,
Se é a chuva que pinga em nossa pele,
Dizendo ela pra gente,
Que não pressente,
Apenas se sente bem em estar na sua companhia.
Assim como tudo no universo você possa aliar,
Você nunca estará sozinho.
A despedida não será algo banal,
Como quem desfruta de boas coisas,
E depois vai sem ressentimentos.
Cada um levou um pouco do outro,
E deixou de si pro outro.
Cada um é um novo um,
Porque interagiu com o outro,
E adquiriu o outro pra si,
Na medida em que foi proveitoso para ambos,
E não aproveitadores, o que é diferente.
Aproveitadores usam,
Proveitosos, sentem, aprendem, sofrem e amam.
E mesmo na despedida,
Se houver de despir,
Aquilo foi cristalizado na eternidade,
Uma única vez, de um único momento,
Em um único tempo, entre dois vocês.
Vivência única, e que pode se reaver,
Basta querer, a porta entreaberta.
E não há determinismo para as relações e nem os tipos,
Basta que seja,
Que tu sejas, você.
A cultura de cutucar
Eu cutuco
Tu cutucas
Ele cutuca
Nós cutucamos
Vós cutucais
Eles cutucam
E diante de tanta cutucada,
Não tenho mais braços pra apertar
Ombros marcados, são dedos,
De cliques cibernéticos autorais,
São amigos invisíveis, mas reais...
Poucos conhecidos,
Outros, nem tanto,
Anônimatos,
Artefatos...
Ô rede de linhas virtuais!
Diz logo o que tu quer com ieu,
Que tô aqui no mei dos mato,
E ocê me cutucando!
Desembucha o que tu quer,
Ou então vai logo pro teu canto!
Porque meus braço não é botão,
Pra ocê ficar bulinando,
Se quiser eu te dou minhas mãos,
Abertas, voltadas para cima,
De mãos dadas, como dizia Drummond,
Para que nessa e em outras estradas,
Mesmo distantes,
Continuem as mãos aprumadas!
Tu cutucas
Ele cutuca
Nós cutucamos
Vós cutucais
Eles cutucam
E diante de tanta cutucada,
Não tenho mais braços pra apertar
Ombros marcados, são dedos,
De cliques cibernéticos autorais,
São amigos invisíveis, mas reais...
Poucos conhecidos,
Outros, nem tanto,
Anônimatos,
Artefatos...
Ô rede de linhas virtuais!
Diz logo o que tu quer com ieu,
Que tô aqui no mei dos mato,
E ocê me cutucando!
Desembucha o que tu quer,
Ou então vai logo pro teu canto!
Porque meus braço não é botão,
Pra ocê ficar bulinando,
Se quiser eu te dou minhas mãos,
Abertas, voltadas para cima,
De mãos dadas, como dizia Drummond,
Para que nessa e em outras estradas,
Mesmo distantes,
Continuem as mãos aprumadas!
domingo, 9 de outubro de 2011
Expressão de liberdade
Eu escolho pelo coração. Pronuncio agora o que uma hora vou ouvir de 'que eu tenho que optar'. Minha escolha é o coração, e não é mais uma opção, como qualquer outra. É pulsação, amor, intensidade humana palpitante, porque sou e vivo, eu parto daí.
Vou te dizer como a origem nesta construção atual, edificada de mesma base, alicerce de cerce vívica, se exprime na expressão de liberdade. Que não vê classe, cara, tênis, vestido e nem cor, nada de estampa fininha, superfície, se tudo o que nos reveste, dos tecidos humanos do ser, é d'onde vem a sustentação de você. E por ser livre, sabe que a lei dos homens não incide nem no raio da refração da luz autêntica de Deus, raiz de vida. E para os que não crêem eu digo, comece a encontrar dentro de você a vastidão do universo que cabe em nós, e que nos anima. Os eletrodos começam a se ativar mais rápido no corpo, emandando a essência que nos une, nos faz lineares e horizontais neste chão de todos nós, chamado Terra.
E para você que está com sua ótica crítica, tentando encontrar inconsistências, eu digo, que sou passível a erros, eu peço perdão.
Às vezes ou quase sempre na vida se ouve o concerto, e a orquestra "modus operandis", opressora, é uma doce dança, mania capitalista, o belo casca à vista, inofensível aparente, mas eu não quero não. E o acerto, compasso no passe do coração, eu peço, levanto o pensamento ao Céu, a quem sabe o que penso baixinho no silêncio do quarto no escuro.
Nada eu sei, nada sou, mas eu peço pra saber o que não vejo, o que não pego, o que não como, o que é presente, e não está na televisão. Ele não é galã de novela e as mulheres carnes frescas doem as vistas: vitrines à mostra, autopromoção, "estou à venda, quem quer?", uau, que liquidação! Código de barras, mania de peitão, tudo larga escala, raio laser, satélite, não. Recuso à máquina de hostilidade humana, humanóides! Produção das ilusões perversas, opressora de mentes e almas inquietas.
Se apoquente! Apazigua o espírito, só sente, a fonte purificando os pensamentos e sentires, a chama passeando em ti, reestabelecendo a força vital. Eu quero continuar seguindo o caminho, o chão é de pedra e de terra, há muitos brotos saindo, tem muito mais, há de se saber andar com os pés descalços, tem a sabedoria pra ensinar, o que no Evangelho de Cristo recebemos dádivas, hosana nas alturas vamos juntos cantar.
Vou te dizer como a origem nesta construção atual, edificada de mesma base, alicerce de cerce vívica, se exprime na expressão de liberdade. Que não vê classe, cara, tênis, vestido e nem cor, nada de estampa fininha, superfície, se tudo o que nos reveste, dos tecidos humanos do ser, é d'onde vem a sustentação de você. E por ser livre, sabe que a lei dos homens não incide nem no raio da refração da luz autêntica de Deus, raiz de vida. E para os que não crêem eu digo, comece a encontrar dentro de você a vastidão do universo que cabe em nós, e que nos anima. Os eletrodos começam a se ativar mais rápido no corpo, emandando a essência que nos une, nos faz lineares e horizontais neste chão de todos nós, chamado Terra.
E para você que está com sua ótica crítica, tentando encontrar inconsistências, eu digo, que sou passível a erros, eu peço perdão.
Às vezes ou quase sempre na vida se ouve o concerto, e a orquestra "modus operandis", opressora, é uma doce dança, mania capitalista, o belo casca à vista, inofensível aparente, mas eu não quero não. E o acerto, compasso no passe do coração, eu peço, levanto o pensamento ao Céu, a quem sabe o que penso baixinho no silêncio do quarto no escuro.
Nada eu sei, nada sou, mas eu peço pra saber o que não vejo, o que não pego, o que não como, o que é presente, e não está na televisão. Ele não é galã de novela e as mulheres carnes frescas doem as vistas: vitrines à mostra, autopromoção, "estou à venda, quem quer?", uau, que liquidação! Código de barras, mania de peitão, tudo larga escala, raio laser, satélite, não. Recuso à máquina de hostilidade humana, humanóides! Produção das ilusões perversas, opressora de mentes e almas inquietas.
Se apoquente! Apazigua o espírito, só sente, a fonte purificando os pensamentos e sentires, a chama passeando em ti, reestabelecendo a força vital. Eu quero continuar seguindo o caminho, o chão é de pedra e de terra, há muitos brotos saindo, tem muito mais, há de se saber andar com os pés descalços, tem a sabedoria pra ensinar, o que no Evangelho de Cristo recebemos dádivas, hosana nas alturas vamos juntos cantar.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Piche no Portão
Pintaram
Pintaram o meu portão
De madeira era tinta branca,
Branca envelhecida,
Das pelejas dessa vida...
E com um "X" e um "coração"
Ah o meu portão!
Sujaram de tinta preta.
Pintaram
Pintaram o meu portão!
É envelhecido, mas é digno,
E eu nego,
O piche de tua mão!
Imundície que fica na porta,
Batendo, suplicando alento...
Um cachorro ladrando na rua,
Embriagado, tirando sarro,
Procurando um rebento!
Pra despojar tuas misérias...
Mais um perdido zumbi aceso na madrugada,
E cai na madrugada,
Pra desfrutar o próprio ermo.
Veio de vassoura,
Como de bruxa e na bruxa
Riscando a porta de minha casa,
As dores de teus cotovelos insatisfeitos!
É! Porque a soberba não deixa,
E nem quer ficar barato!
"O recado foi dado",
E me destes o trocado...
Não! Mas não tem nada não!
Meu sorriso descostura,
E enquanto te gastas em amargura,
A labuta continua...
O bom combate combatendo,
As milícias entoam
Um canto alto,
No firmamento:
- Grande é a glória de Deus!
Todos voltem o coração para o Espírito Santo,
Amem ao próximo como a si mesmos,
E se não sabem amar a si mesmos,
Infinito é o amor de Deus por vós!
Reconcilia-te com teu inimigo,
E no tempo da excasses,
Quando tua riqueza se definhar,
Aprende a ser humilde, para pedir,
Ou de sede morrerás.
De todo o coração retire toda malediscência,
O braço forte ajudar-te-á
Graças serão rendidas a ti,
O Todo Poderoso guiará o teu caminho...
Não procures saber como!
Entrega-te a Jesus e será mostrado.
Amém.
Pintaram o meu portão
De madeira era tinta branca,
Branca envelhecida,
Das pelejas dessa vida...
E com um "X" e um "coração"
Ah o meu portão!
Sujaram de tinta preta.
Pintaram
Pintaram o meu portão!
É envelhecido, mas é digno,
E eu nego,
O piche de tua mão!
Imundície que fica na porta,
Batendo, suplicando alento...
Um cachorro ladrando na rua,
Embriagado, tirando sarro,
Procurando um rebento!
Pra despojar tuas misérias...
Mais um perdido zumbi aceso na madrugada,
E cai na madrugada,
Pra desfrutar o próprio ermo.
Veio de vassoura,
Como de bruxa e na bruxa
Riscando a porta de minha casa,
As dores de teus cotovelos insatisfeitos!
É! Porque a soberba não deixa,
E nem quer ficar barato!
"O recado foi dado",
E me destes o trocado...
Não! Mas não tem nada não!
Meu sorriso descostura,
E enquanto te gastas em amargura,
A labuta continua...
O bom combate combatendo,
As milícias entoam
Um canto alto,
No firmamento:
- Grande é a glória de Deus!
Todos voltem o coração para o Espírito Santo,
Amem ao próximo como a si mesmos,
E se não sabem amar a si mesmos,
Infinito é o amor de Deus por vós!
Reconcilia-te com teu inimigo,
E no tempo da excasses,
Quando tua riqueza se definhar,
Aprende a ser humilde, para pedir,
Ou de sede morrerás.
De todo o coração retire toda malediscência,
O braço forte ajudar-te-á
Graças serão rendidas a ti,
O Todo Poderoso guiará o teu caminho...
Não procures saber como!
Entrega-te a Jesus e será mostrado.
Quando menos esperas,
Uma fonte de água sagrada jorrará em todo o teu ser,
E dela, saberás o que é a vida.
Encontrastes o verdadeiro tesouro.
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