terça-feira, 20 de abril de 2010

Poesia de amigo

Eu faço uns versos
De feliz aniversário,
Te desejo paz,
E muita luz amigo Lázaro...

A gente tem amigos,
Que às vezes moram longe,
Mas permanece o sentimento,
O querer bem é uma ponte...

A distância é relativa,
Quando temos o coração,
Fé, amor em Deus
A alegria falte não...

A ti o bem, irmão,
Hoje, e amanhã também!

Um abraço, :D

AK.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Recebido/Enviado

Em enviados:

Há um tempo em que a sede é dura



E em toda respiração
Eu ainda sinto uma secura

É a voz que não se cansa de cantar, das entranhas
Movida provocadamente por interferências escuras
Des-confiança, pecado, iniqüidade, insolentemente...
A mulher rasga os ferrolhos, com os dentes
Vê que os dias se passam e também as noites
E resiste com o peito entregue, chãos novos para o sapato, velho, pisar
De dedos ressequidos, por tanto lutar
De fora da prisão,
Vive o dia de cada parto
Parte em alto, sem temer dor, surpresa, frieza, sangue...
Uma filha, e moça como todas, ela não é
O Pai jurou-lhe amor eterno
E ela acatou assim
Como cada um carrega sua cruz, tem a vida que lhe escolheu
Vive a hora da vida, silenciosamente no barulho, dos outros, do mundo, no seu
Neste dia, um céu de abril que se abriu no estio outono
Coloca pra fora o sofrimento com pesar
A mordaça, o calar, e o que sobra dessa mulher
Árdua tortura lhe chega acalentar
Como a ilusão aí está, não se preocupe.
Com retidão pode até estar ao chão,

Mas ela não demora a tardar.



O vento secou a lagrima, e a pele ressequida, de outras vidas.
Não se acostumou com lenço, muito sensível, pra quem muito levou, 
E ainda leva.



No Céu de abril, que se abriu no estio outono 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Pelo ralo

Capa rígida,
Cerviz de ferro
Anda calçada,
Por vezes, desatento
Mas o passo é reto,
Rumos para o rumo...
Ruma ao longe o feito
Não depende da vontade,
Pro acerto, mesmo sem medo,
É preso e indubitável,
O sujeito limitado,
Tem asas,
Vôa, e depois ecoa,
O grito, e um calado...
A cédula, amordaça,
E a mordaça, calha,
Só malha, com desdém.
Numa cadeia de ferro,
Anastácia,
Trancada,
Não pode voar.
O teto cai.
A cabeça?
Ereta,
Em reverêcia,
Cabisbaixa, mas reta,
Se põe a humilhar,
Seu senhorio, maestro abandonar.
E a cabeça?
A cabeça, sente.
É digna, tem honra,
Leveza,
E sabe esperar.
Acertar o passo,
E a lágrima a escoar, pelo ralo. 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Risos!

Recebido de Arquiteto Espírito de Arte:

A essência é cativante;
A beleza conquistante..
De certo, brilhante estudante
atuante, vai  adiante.
parei para pensar em voce nesse instante
acabei  nesse verso brilhante...rs



Respondido:

Desde o dia que me mandaste a mensagem,
Estive a ir adiante,
Porque o tempo, é constante,
E eu, inconstante, vou fazendo o feito...
E vejo, como o tempo se vai, a passar
E eu junto com ele,
Vivendo, construindo, moldando,
O tempo, quero amigo!

Eu vou indo sem medo,
Sem pressa pra chegar,
Mas também sem despeito,
A lerdeza não serve para estar.
É o enlace apropriado,
Pra cada sapato e seus laços,
De braços dados,
Que eu vejo, estão a plainar.
Por isso,
Me deixo, e estou aqui,
Alí, e em outro lugar.
Estou fazendo o feito,
Que logo em breve,
Seu correiro eletronico vai apreciar!

Hahaha, o verso ficou engraçado!
Beijo,
E tenha um bom dia, arquiteto espírito de arte!