sexta-feira, 25 de março de 2011

Manhã onomatopéia

Pipipipi Pipipipi Pipipipi Pipipipi
Clock.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, já é dia.
Só mais um pouquinho.
- Você tem que levantar.
5 minutos.
Tic Tac Tic Tac Tic Tac... 10 minutos
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Escova dos dentes
Liga o banho.
Banho quente, banho frio.
Está calor.
Não demore...
Até às nove e meia dá tempo.
Banana, leite, nescau. - Trommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Glub Glub Glub Glub Glub
- Hã! O remédio, não esquecer.
Essa blusa? Não, outra,
Mas essa calça tá boa.
Sapatinho...
Que blusa? Não tenho blusa.
Cadê a jaqueta?
Mala 1. Mala 2...
Cadê? Mala 1 de novo.
Não tem.
Mala 2, mais uma vez.
Vai amassar minha calça de tanto que me abaixo.
Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Cadê??? Que droga.
O tempo está passando.
Até nove e meia da tempo.
Está na sua frente e você nem está enxergando!
Se estivesse na minha frente eu já teria visto.
Ah, está aqui, na mala 1, sempre esteve.
Que blusa com essa jaqueta?
Ah! A blusa amarela!
Cor do sol, cor de vida.Veste.
Ajeita a bainha, está arrastando.
Dobra a bainha, se abaixa.
Ai minha coluna.
Um jeito na bacia. Isso é hora de bacia dar jeito?
Vai ter que ficar bem natoralmente.
Brinco, pulseira.
Base, pó pó pó pó.
As espinhas não somem. Diminuem.
Minhas olheiras continuam aqui.
O que adianta desfarçar as olheiras?
Um corretivo resolveria. Não tenho.
A gente tem que ser o que se é.
Sombra, lápis.
Tem que valorizar os olhos.
Rimel. Rimel. Rimel.
Desfarçar as bochechas, pouco blush.
Discreta.
Penteio, penteio. Está bom.
Óculos, bolsa, celular. Dinheiro.
Elevador.
Tummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Clap.
Bom dia!
Tlac.
Toc toc toc toc toc toc toc toc
Pennnnnnnnnnnnnnnnnn
Pen pen
Shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
TÁXI!!!

domingo, 20 de março de 2011

Princesa Acesa II

Não sumas tanto assim,
Ainda tem alguém aqui que lembra de você
E gosta de você,
E que quer te ver...

Por onde andas?
Que ar respira?
E a poesia da vida,
Continua bonita?

Sonhei com você...

'É que nesses traços
E traço,
Um caminho de te ver
Mesmo nas encruzilhadas
Que cortam as estradas
Vou nelas percorrer
E te encontrei'.

Te amo princesa acesa,
Ainda acesa?

Saudade d'ocê!

sábado, 19 de março de 2011

Formosidade

Quando olho pra você
Seu brilho formoso, radia luz
Mas em meio as sombras você também reluz
Essas marcas que te cobrem, e envolvem...
Fazendo teu mistério mais certo

Quando olho pra você
Essas formas nuas
Despindo seu limite, um círculo...
Toda exposição assim,
Causa dentro de mim
Uma nostalgia profunda,
Para esses versos nos
Papéis que um dia evitei pra ti

Tanta exposição assim
Às vezes me faz cego
Também fico cheio e repleto
Da força que vem de ti pra mim

É que quando olho pra você
Posso sentir a poeira levantando
Como o mar vai chegando
As ondas gordas subindo às margens

E eu, areia,
Saio cantarolando esses versos inocentes
Como alguém que pressente
Toda a mudança que fazes por aqui

Quando olho pra você,
Sei que não estou sozinho
Não desatino e nem desvario
Quando iluminas, apesar do sombrio:
As pedras que rolam e se grudam
No caminho dos caminhos

Quando vejo você
Vejo sua face crua
E que se reproduz na rua
Ou quando um desejo de ser Um me promove o ser
Ou onde estiver,
E eu quiser conectar com você

Posso olhar o Sol
Posso estar com o Amar
No mar, ou em qualquer lugar
Eu sei, nos reflete o Ser

E então, minha Lua
No outono,
Ou qualquer amanhecer,
Sei que aí está, repleta
Toda descoberta...
Acesa, ou noutra esfera
Pois tu não és fera,
És somente bela,
Alumiando o anoitecer!

Em dia de Lua cheia, 19/03/2011, fenômeno Super Lua ou denominado perigeu, de maior proximidade da Lua com o planeta Terra, ocorrido na última vez há quase 20 anos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Feliz idade: agora!

Acredito no que você disse, que a felicidade está em você, em nós mesmos. É. E está realmente. Há quem julgue que a felicidade não existe, como uma espécie de ilusão, ou então que resida em um outro alguém. Mas o que nos impulsiona para a vida é justamente essa busca alucinada pelo encontro da felicidade. Enquanto que no próprio percurso de busca, reside a felicidade, viva em você. Isso é o que nos motiva. O caminho é a própria felicidade gratuita, para quem sabe em seu passeio, apreciar o simples, estar em si. Repito, viva em você. Então a vida continua, e se doa, e se ecoa...

terça-feira, 15 de março de 2011

Para uma viajante

Mas por enquanto vá curtindo essa melodia
Que a Bahia está aqui, e te quer bem,
Você aí ou aqui
Nosso Senhor do Bonfim, vai abençoar
Tudo o que a nova Bahia,
Em seu coração vai aflorar.

Nas terras espanhas,
Por ora estranhas,
Já ficou íntima,
Hablas casteliano,
Para que sua poesia
Venha mais cantarolando,
Pro lado de cá.
Só pra depois eu te dar uma boa nova...
O tempo é agora
A vida não é curta
Apenas curta,
Que a felicidade a gente desembrulha:
Hoje!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia

Em dia de poesia, 
é como todo dia... 
Não tem dia, 
nem hora 
e nem lugar. 
E poesia tem endereço pra chegar? 
Mas tem pra nascer, 
eu já disse e vou dizer de novo: 
É num peito a bombear. 
TUM tum, TUM tum, TUM tum... 
Então tudo se alumia, 
e o que antes o Sol dormia, 
todo dia vem raiar. 
Poesia, vida, expressão, arte. 
Oh Deus, obrigada, 
me inspirastes na minha melhor forma,
de amar. POESIA!

quinta-feira, 10 de março de 2011

In Cursos da Vida

Minhas idéias não têm obedecido uma ordem cronológica e nem aparentemente lógica de apresentações.
Minha vida agora é como um barco em alto mar, navegando por sua rota e sem mapa. Um leme manuseado pelo vento, que assopra e se mostra, os cabelos que tem o tempo. Por vezes aporta em alguns cais, desagua em litorais de águas límpidas, turvas, calmas e mexidas. Em busca de mais, onde for, para ancorar com calma, momento, em um passo de cada vez o seu mastro.
Vivendo um dia, a cada dia, o seu bem. Mesmo com cada mal, a que se pode ter o dia, espera-se no bem, trabalha-se no bem, medita-se no bem, na paz. A paz devida, que aquieta os ânimos, acaricia o espírito, resignando-se, abstendo-se de si mesmo. Olhando para o alto, conversando com o tempo, na busca, compreensão, de ceder e servir ao sentimento, mas com razão. Ao verdadeiro proceder.
Abrindo comunhões, vou no fraterno energizar, o que às vezes invisível, vem se revelar. O que nem sempre é, parece mais. Para que no parece, ser. E nesses processos, redimir a mão, direto no coração, misericórdia e perdão. Porque... Mesmo numa vida dinamicamente ativa e paralelamente metafísica, é impelida e agredida sem medidas, para a carne maciça e ludibriosa que teima, insiste e corrói, a transgressão é atroz.
Descalças pedras no chão, vão andando devagar, sentindo a superfície, para saber onde pisar. Existem mil vãos e chãos, posso ir em todos, e mergulhar sem me molhar.
E, estando seca, vou nadando, expandindo o fundo vasto mar. Não me pare, eu só vou estudar, vim para aprender.
Sou uma folha em branco. Agora, ou mais adiante, sou uma folha em branco. Ensaio o primeiro rabisco de todos os dias, arquiteto minha engenharia.
O coração: uma engrenagem pulsante que é vida e vibra com vida, dela se alimenta e se rega para ser sempre um pouco mais, como ela, experiente e sabida.