No peito um ritmo pulsante,
Irrompe meus batimentos,
Com força, com força,
Assoladora.
Algo cheio de furor me toma
E eu não tenho complacência para com a hipocrisia:
A humanidade e suas parafernálias institucionais falidas,
Inúteis,
Hão de ser desmoralizadas,
Mesmo que posadas por cima de uma moral,
Mediocrizadamente, são insolentemente e animal.
Destituir-se-ão de si mesmos,
Como farelos ruindo ao pó,
Tijolos de barro,
Insustentáveis, ruirão ao abismo!
Homens, animais,
Que se devoram como canibais,
Abutres, putrefadores de si mesmos,
De seus instintos mais imundos,
Inescrúpulosos podres!
Não! Não perderei a virtude da integridade,
Mesmo diante da desintegração da virtude,
De homens alheios, sem jeitos, entregues,
Os covardes, de negligentes e sem razão,
E embriagados.
Preservo o que me faz inteiro,
Homem,
Matriz e de corpo inteiro,
De alma,
Fagulha que acende o ar,
E transcendental fora do cerco.
Não fugirei de minha condição...
Humana idade.
Dou-me o direito de discordar,
Porque se assim não fosse,
Ah, morreria.
Que seja então com a pluralidade!
Subsistirei...
E agora? Uma folga pra cabeça...
Mas pro coração não,
Logo pra este,
Que já dorme acordado! rs
sábado, 17 de dezembro de 2011
Leão humano
Tarde de dezembro
D'onde vejo as gramas balançarem
As colinas verdejantes se enebriam
E vêm pra dentro de mim essa imagem
Saltitam, salpicam de energia
As gramas, o vento, eles sorriam
E uma brisa que silencia repousando a face sofregada,
Das dores de uma vida,
As dores de todo dia...
Não sei o que me espera
Eu também não espero nada
Na labuta diária dessa estrada,
Não há mais nada a se perder...
Só ganho o leão de todo dia,
Meu amiguinho cabeludo,
De tantas vezes que nos deparamos
Nada mais temo, é o escudo.
Oh amigo leão,
Parceiro de caminhada
Até quando haverá o chão
Para deixarmos nossas pegadas?
Não te esmoreças oh meu filho,
Ainda tem chão para o leão,
Saber passar.
Como os vales que atravessamos,
Sem saber exatamente o que tem lá...
É tudo novo,
Nova vida,
Eterna descoberta diária,
Que se faz, se irriga.
Amendoas doces,
Tem dendê,
E também bolo de fubá,
Há de ter na receita do pão da vida,
Alimento da alma não faltará!
Oh o meu leão,
Meu amigo de todo dia,
Eu não vou te matar!
Me engula se for preciso,
Dentro de ti eu vou morar!
Mas da luta não fugirei,
Tu és meu amigo,
Mas se a cólera te refez,
E deixaste tua mocidade,
E perdeste a justiça de um rei,
Por ti eu sofrerei,
Por tua brandura abandonada...
Pois o cajado está no alto,
Torneando nossa estrada,
E os poetas de coração regenerado,
Não sofrem mais a noite calada...
São poetas líricos e coletivos,
Entoando um canto vasto,
Um chamado:
- A fruta amadurece e sede,
Do pé que cai de sua árvore,
Ela vai e sucede!
Como o sumo de seu humus,
Volta ao chão, sua raiz
E com o coração na mão,
Alimenta a sede que tem de si!
A noite cai,
O dia nasce,
Aurora chega,
Inebriante...
Milhões de estrelas inundam o oceano
E enamorado, o mar se transborda
E é nas cordas, camarada, dentre os galhos,
Que macaco vem se sustentar...
Andorinhas cantam,
Golfinhos nadam,
Na calçada em alto mar...
E os peixinhos, oh!
Tão pequeninos...
Se vão em cardume nadar
Entram na boca da baleia,
E como num parto, num rasgo
A baleia expulsa toda sua angústia e sofrer,
Expurga, pare e nasce,
Junto com sua nova gravidez:
Somos animais do planeta Terra
Pensamos, mas se não usamos
O coração de nossas mãos entrelaçadas,
Não há tanto mais para que serve o ser...
Ser deixou de ser ser,
É só um motor infeliz, coitado...
Com prazo de validade a expirar,
Mas não vale!
Ser humano,
É o humano ser,
Esqueceram, mas lembramos,
Que o humos dos anos,
Inexprimível condição infinita de amor,
Que habita dentro de você,
Continua,
Porque mesmo com dor,
Vamos proceder!
Avante!
D'onde vejo as gramas balançarem
As colinas verdejantes se enebriam
E vêm pra dentro de mim essa imagem
Saltitam, salpicam de energia
As gramas, o vento, eles sorriam
E uma brisa que silencia repousando a face sofregada,
Das dores de uma vida,
As dores de todo dia...
Não sei o que me espera
Eu também não espero nada
Na labuta diária dessa estrada,
Não há mais nada a se perder...
Só ganho o leão de todo dia,
Meu amiguinho cabeludo,
De tantas vezes que nos deparamos
Nada mais temo, é o escudo.
Oh amigo leão,
Parceiro de caminhada
Até quando haverá o chão
Para deixarmos nossas pegadas?
Não te esmoreças oh meu filho,
Ainda tem chão para o leão,
Saber passar.
Como os vales que atravessamos,
Sem saber exatamente o que tem lá...
É tudo novo,
Nova vida,
Eterna descoberta diária,
Que se faz, se irriga.
Amendoas doces,
Tem dendê,
E também bolo de fubá,
Há de ter na receita do pão da vida,
Alimento da alma não faltará!
Oh o meu leão,
Meu amigo de todo dia,
Eu não vou te matar!
Me engula se for preciso,
Dentro de ti eu vou morar!
Mas da luta não fugirei,
Tu és meu amigo,
Mas se a cólera te refez,
E deixaste tua mocidade,
E perdeste a justiça de um rei,
Por ti eu sofrerei,
Por tua brandura abandonada...
Pois o cajado está no alto,
Torneando nossa estrada,
E os poetas de coração regenerado,
Não sofrem mais a noite calada...
São poetas líricos e coletivos,
Entoando um canto vasto,
Um chamado:
- A fruta amadurece e sede,
Do pé que cai de sua árvore,
Ela vai e sucede!
Como o sumo de seu humus,
Volta ao chão, sua raiz
E com o coração na mão,
Alimenta a sede que tem de si!
A noite cai,
O dia nasce,
Aurora chega,
Inebriante...
Milhões de estrelas inundam o oceano
E enamorado, o mar se transborda
E é nas cordas, camarada, dentre os galhos,
Que macaco vem se sustentar...
Andorinhas cantam,
Golfinhos nadam,
Na calçada em alto mar...
E os peixinhos, oh!
Tão pequeninos...
Se vão em cardume nadar
Entram na boca da baleia,
E como num parto, num rasgo
A baleia expulsa toda sua angústia e sofrer,
Expurga, pare e nasce,
Junto com sua nova gravidez:
Somos animais do planeta Terra
Pensamos, mas se não usamos
O coração de nossas mãos entrelaçadas,
Não há tanto mais para que serve o ser...
Ser deixou de ser ser,
É só um motor infeliz, coitado...
Com prazo de validade a expirar,
Mas não vale!
Ser humano,
É o humano ser,
Esqueceram, mas lembramos,
Que o humos dos anos,
Inexprimível condição infinita de amor,
Que habita dentro de você,
Continua,
Porque mesmo com dor,
Vamos proceder!
Avante!
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