sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

À Selma

Que Assim Seja
Colega poeta
Entre a vida
E as descobertas
O virtual pode ser real
E as poesias...
Se emaranham
Nesses processos,
Sígnicos, lindos
Contato feito em versos...

Sensibilidade, percepção
Busco identidades
Entre tanta ebulição...
Ainda bem que a poesia
É todo dia
E isso, nunca acaba não!


Calmaria e luz pra tds nós...

______________________________
Recebido, de Selma

É o bom do infinito
Encontrar braços dados,
Mãos entre dedos,
Cabeças ebolindo
Sonhos, divãs, saltos e acertos...
Eu sinto a essência de cada coisa
Uma de cada vez...
Vejo harmonia,
Mas uma louca sai de mim varrendo o mundo,
E a desordem deixa o caos e logo, um Anjo
Claramente descortina o céu, e surge...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Exposição

Nao te dissequei todo, aliás, diria que, "nada"!
E agora você se tornou minha sede.
E aí?
"E aí?", nada.
Quero só inverter os papéis.
E te mostrar isso, o inverso.
As intervenções acontecem. Você me cutucou no imaterial, e fica com o sentimento mudo, posso supor, "vazio".
E graças à sua tosquidão de sair sem dar tchau: está o que coloquei depois, de evitada.

"E aí" é que é muito simples... Deixa ao acaso... Mais fácil quando tudo dentro da bolha, noite.
quando e barbudo ? peralta conhecer mudo o ? tupiniquim          
É a pergunta da escrava Anastácia...

Percebeu as algemas nos pés?

Mas eles andam.....................











Presa no corpo livremente.

Deixo um presente para o tosco, em manto, Agressivo, iluminado, de carne, mole, fraco e mágico, de sorriso saltitante, um cutucador misterioso. Cutuca e não se mostra, prefere a solidão, escondido na vitrine do olhos, ainda que "fechados", - exposição - que resplandecem e resvalam essa criação "ostra-quase-cismo", terceiro milênio.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tenho asas

De abrupto saí correvoando
Saltiei na floresta, árvores, vãos
Plainava baixo,
Quase arrastando,
A cara no chão













Voluptuosa voava,
Descia uma leve ladeira,
Era uma só direção
Que inclinava minha cabeça

Rápida como uma flecha,
Num cenário verde de árvores...
O espírito voava na floresta
E alguém ao lado ressoava:
"Anna é doida...",
E eu dava risada...

Num clímax louco,
Foi a hora de levantar o vôo
Eu fazia uma força pra cima
Subi com tudo o meu corpo











Mas não era pesado,
Não estava cansado,
Eu não tinha um corpo,
Era outra coisa fazendo vôo...

Me saltava pra cima,
Me inclinava pra trás,
Num impulso curvilíneo,
Acrobacias surreais...














Em trajeto feito em elipse,
Alongava o ser todo,
Voltava o rosto ao chão,
E começava tudo de novo...

Subia, cada vez mais alto,
Ia láááá em cima,
Via os galhos do meu lado...

Não pensava em nada,
Só sabia: Ah! Eu quero mais...
E era feito criança,
Sobrevoando um espaço natural

Dialógicas idéias de Dois ou Mais

Nessa formidável tarde,
Me atenho a escrever
Tentando nos meus limites
Na minha visão descrever

O que às vezes está aparente,
Às vezes está escondido,
Às vezes se revelando
Aos corações partidos

E compartilhando o repartido,
Já consigo exceder
O sentimento, mudo
Expandido, pra perto de você

O verdadeiro objetivo da vida
É em tudo colocar o amor
É poder compreender sem discriminar
E saber o porque da história
De tudo que se passou

O verdadeiro sentido da vida
É em si, sentir o amor
Sem ver a pele, o cheiro, a cor
Resplandecer o sorriso sem compromisso
Solto, leve, pra longe da dor

Assim sendo, tudo é harmonia
Tudo é bom, o coração se alegra
A noite se transforma em dia
Tudo é claridade e luz
Acaba o tédio e a agonia
A alma da gente reluz

Faz proceder o bem, à nós
Aqui, permanece, reproduz,
Se dissipa também no algoz,
Silêncio. Fiquemos em silêncio

No silêncio dos momentos
Melhor é aquele que aceita
Tudo e todos sem preconceito
Aceitando cada um como é

Dando a cada um seu Direito,
De ser como realmente quer,
Não abrindo mão de seu jeito

Na maré da compreenção,
De não enganar a bomba palpitante
Que age e reage, consciente
Podes crer, ser verdade nunca é demais

Olhe nos olhos,
Perceba a mente,
Você está além dela

A mente é brilhante,
Mas totalmente variada
Cada um segue uma direção
Não existe inteligência determinada

Os fatos têm mais atenção,
As pessoas se baseiam nas palavras,
Ao que foi estabelecido,
Cada um tem sua imagem,
Padronizada.

O ser é mais brilhante,
E observa a mente,
Por vezes, ludibriosa,
Também temos a essência inteligente

Enfim o homem é movido,
Por perguntas e não por respostas,
Sempre que se responde uma pergunta,
Outra pergunta é feita,
E assim, não existe fim
Dessa busca perfeita

Assim como tudo é a vida,
Às vezes mistério, ora elucidação
A ciência é limitada
Mas o tempo não é não

A sabedoria sobrevive
À ignorância no ser,
Não tenho outro caminho,
A não ser evoluir...

Como a vida é espontânea,
E como um dia após o outro,
Essa é a nossa solução
Aprender a todo instante
Uma nova visão
Porque esse mundo é louco
E também está em evolução

E por quase louca ter ficado,
De tanta lucidez,
O distinto se apresenta,
Mostrando sua nudez

Água mole em pedra dura,
Tanto bate até que fura,
Olho por olho,
dente por dente,
A justiça Divina sempre perdura.

Anna Karenina Vieira e Ricardo Seixas Vieira - 31/Jan/2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mundo facetado

-Que é o mundo pra você? Perguntou o rapaz fitando-a nos olhos, destemido.

- O mundo?
respirou ela sensitiva... Em segundos desviou o olhar para o externo.
O mundo é uma moeda, de duas faces... - continuou -,




Ou melhor, de várias faces, retificou a menina, fitando tranquila os internos olhos do rapaz interrogador.
Satisfeito, sorriu e saiu.

Pensamento de um Algodão Fluido

O mundo é feito de ilusões, de seduções...
No mundo, o mais esperto logo sobressai-se quando consegue manobrar dentro disso tudo.


Na metafísica, que também ecoa no mundo, o sábio é quem vê
 e
percebe tudo, como um bom observador...
Que, no entanto, sabe o que é o melhor para o espírito, a saciar a essência, não o instinto - a carne que perece podre junto as cousas mundanas.
E falando em instinto, com congruência,
a mente que mente,
também integra da ilusão contida no mundo...
Maldita a mente, maldita a mente e ainda blasfeme, que engana, e ofusca a visão.
É esse o preço que paga o homem a tornar-se a ser além de si mesmo.

O "além do homem" a que fala Nietzsche - pra mim, um algodão fluido.
Se não sou ainda, quero ser um algodão fluido, ou o super-homem, nietzscheano -  como preferir, com composição algodoada e fluida.
Apenas sinto(a) o ser, e eu o sou (e você é).