quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dialógicas idéias de Dois ou Mais

Nessa formidável tarde,
Me atenho a escrever
Tentando nos meus limites
Na minha visão descrever

O que às vezes está aparente,
Às vezes está escondido,
Às vezes se revelando
Aos corações partidos

E compartilhando o repartido,
Já consigo exceder
O sentimento, mudo
Expandido, pra perto de você

O verdadeiro objetivo da vida
É em tudo colocar o amor
É poder compreender sem discriminar
E saber o porque da história
De tudo que se passou

O verdadeiro sentido da vida
É em si, sentir o amor
Sem ver a pele, o cheiro, a cor
Resplandecer o sorriso sem compromisso
Solto, leve, pra longe da dor

Assim sendo, tudo é harmonia
Tudo é bom, o coração se alegra
A noite se transforma em dia
Tudo é claridade e luz
Acaba o tédio e a agonia
A alma da gente reluz

Faz proceder o bem, à nós
Aqui, permanece, reproduz,
Se dissipa também no algoz,
Silêncio. Fiquemos em silêncio

No silêncio dos momentos
Melhor é aquele que aceita
Tudo e todos sem preconceito
Aceitando cada um como é

Dando a cada um seu Direito,
De ser como realmente quer,
Não abrindo mão de seu jeito

Na maré da compreenção,
De não enganar a bomba palpitante
Que age e reage, consciente
Podes crer, ser verdade nunca é demais

Olhe nos olhos,
Perceba a mente,
Você está além dela

A mente é brilhante,
Mas totalmente variada
Cada um segue uma direção
Não existe inteligência determinada

Os fatos têm mais atenção,
As pessoas se baseiam nas palavras,
Ao que foi estabelecido,
Cada um tem sua imagem,
Padronizada.

O ser é mais brilhante,
E observa a mente,
Por vezes, ludibriosa,
Também temos a essência inteligente

Enfim o homem é movido,
Por perguntas e não por respostas,
Sempre que se responde uma pergunta,
Outra pergunta é feita,
E assim, não existe fim
Dessa busca perfeita

Assim como tudo é a vida,
Às vezes mistério, ora elucidação
A ciência é limitada
Mas o tempo não é não

A sabedoria sobrevive
À ignorância no ser,
Não tenho outro caminho,
A não ser evoluir...

Como a vida é espontânea,
E como um dia após o outro,
Essa é a nossa solução
Aprender a todo instante
Uma nova visão
Porque esse mundo é louco
E também está em evolução

E por quase louca ter ficado,
De tanta lucidez,
O distinto se apresenta,
Mostrando sua nudez

Água mole em pedra dura,
Tanto bate até que fura,
Olho por olho,
dente por dente,
A justiça Divina sempre perdura.

Anna Karenina Vieira e Ricardo Seixas Vieira - 31/Jan/2010

Um comentário:

Unknown disse...

show! linda em todos os sentidos!