sábado, 22 de setembro de 2007

EU NÃO SOU TU E TU NÃO É EU

É só você.
E ponto.
Está nítido
Ninguém mais pode questionar
Que na hora da batalha
De partir pro tudo ou nada
Só você vai sofrer
É só eu.
É
Só eu, porque eu me sou
E não sou o outro
Que finge acreditar que sou
Aquele do jeito que gerou
Do pobre ventre iludido

Sou eu
Amo eu
Quero eu
Faço o que quero com eu
E assim, nu e cru eu sou
Se exploda quem não goste d’eu
Do jeito que me sou



Tu é tu
Eu sou eu
E se tu é tu
Eu não quer saber se tu
É como eu
Eu quer saber se tu é feliz sendo tu
E já basta

Mania de poder do
Ego acreditar que pode
Fazer com eu o que tu acha bom
Vaidade e merreca
Vale nada
Tu finge que eu é como tu quer
E eu finge que eu é como tu acha que é

E ai nois fica bem
Pra poder dar beijo de neném
E assim nois dormir zem
Acorda e pensa "está bem tudo"
Mas de ta, ta não
Neném virou adulto
Que tu insiste em doutrinar burro

É tanta coisa tu
Que eu nem sabe escrever
Tu zela tanto por eu
Que tu esqueceu que nois
Ultrapassa hierarquia de poder
Que tu insiste em fazer valer

Faz valer não, tu
Como eles fizeram com você
Eu gosta de tu acima do valer
Mas se tu quer envaidecer
Vai ser como eles
E Eu vai ta longe que nem dá pra ver
Dá pra ver não

22 de setembro de 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Um sonho

Será que posso voar?
Será que posso sonhar?
Será que posso conversar
Com alguém que me faz sonhar?
Claro! Deus me faz sonhar!
E através do sonho eu posso conversar
Com uma pessoa que me faz sonhar!

26/02/1999

Vou sonhar...


Vou sonhar, sonhar, sonhar
No sonho vou voar, voar, voar
No sonho vou voar, voar, voar
Com alguém que me faz sonhar, sonhar, sonhar
Vou voar, voar, voar com Deus
Que me vai alegrar, alegrar, alegrar

Depois de criar, criar, criar
Vou descansar, descansar, descansar
Já estou querendo parar, parar, parar
Mas a professora quer que eu vá criar, criar, criar
Eu não sei o que vou criar, criar, criar
Mas infelizmente vai acabar, acabar, acabar.

26/02/1999

Menina Sapeca

Voz doce e bonita
Olhos azuis quanto o céu
Cabelos castanhos como o mel
Lábios vermelhos cor de cereja
Pele rosada de infinita beleza

É a menina! Menina Laís
Menina atitude, dona do próprio nariz
Menina, menina
Menina aprendiz
Menina forte, feito raiz

Jeito manhoso e de olhar cativante
Esperta e sempre avante
Conquista à todos, conquista constante

Ela tem um fogo, fogo incessante
Alegre e sempre bem radiante
Conquista à todos, conquista constante

É a menina! Menina sapeca
Menina Laís, levada da breca
Sempre será menina querida
Menina de perspicácia e cheia de vida

1999

Boneca dos olhos doces

Essa mulher -meio garota, meio menina, meio princesa-
Se confunde com o corpo de castelo:
Grande, misterioso, forte
Se camufla por ares sombrios:
Estonteosos, instigantes e curiosos,
Se enfrenta dentro de si,
Eclodindo de tanto sentimento,
Se transborda de sensibilidade,
Desmancha seus ares antigosde razão,

É alguém que na vida não vou conhecer outra igual:
Doce, bela, meiga, inteligente e sentimental
Ela não esta nem ai,
Ela não cai nessa de máscaras
Ela não vai jogar porque você jogou
Acima de tudo ela é ela, primeiramente,

Danem-se suas caras
Ela não vai brincar porque você brincou
O que valem são suas risadas,
Suas horas engraçadas de moleca comportada

Esta é Marina, minha prima menor,
Aquela que sempre protegi
E que juntas, andamos algumas vezes por ai
É minha irmã mais nova:
Minha boneca dos olhos doces!

30/03/2007

Os Versos Que Choram

Alguém me console
Que não se importe que eu chore
E que entenda meu coração mole

Alguém me abrace
Que aceite esta fase
Seja lá a que eu passe

Alguém me alise
Que suporte minhas crises
E que diminua as cicatrizes

Alguém me proteja
Que a solidão desapareça
E que nunca me esqueça

Alguém me esquente
Do frio que pressente
Esse alguém que sinto ausente.

Novembro/2006

Confidentes da Solidão

Eu não tenho a mesa
Tenho a cama
Eu não tenho presença
Tenho esperança
Eu não tenho a casa para escrever
Tenho o chão para ler

Eu quero apoio
A mesa, a cadeira, um encosto
Sento no tapete com remorso
Mas nesta vastidão isolada só tenho meu choro

Sobrou mais uma vez pra você Caderno,
Meu confidente de vida
Folhas brancas de linhas azul céu
Quantas páginas usei Sr.Caderno Tilibra?

E você caneta, que me ajuda?
Ajuda a escrever minha dor?
De não ter alguém do meu lado,
Que me escute com imenso dispor?

Devo a vocês muitos basdes de lágrimas
Muitos ecos de risadas
Minha satisfação espiritual
Senão fosse por vocês, eu já estava era muito mal.

E nestas linhas vou me despedindo
Vou cantando a melodia da partida
Com tranquilidade e amor no peito
Vou me retirando destas rimas...

Lará, lará, la, la
Plirilim, pli, rim

Agosto/2006

Se algum dia eu te esquecer

Se algum dia eu te esquecer,
Para mim o mundo não terá mais vida
As estrelas não brilharão
Os pássaros não cantarão
O céu não será mais azul
A lua não terá mais luz
O sol não aquecerá mais
Aí a vida tanto faz
Os sonhos não acontecerão
A vida não terá mais razão
Se tudo isso acontecer,
Posso fechar os olhos e morrer.

2000


Para Laís Vieira Rodriguez.

Versos e Notas

Seus olhos sem ambição
Boca seca sem beijos
Cabelos carentes de paixão
É que me matam de desejos

Maduro, mas não tem malícia
Tipo inocente que me instiga
Causa confusão e devaneios
Vem pra saciar meus anseios

Eu desvendo seus mistérios
E você, com voz, violão e lábios
Me toca em notas de entrelaços
E despe esta roupa de menino sério

Você me mostra sua melodia
E eu, com paz, poesia e versos
Te prendo nas rimas de embalos certos
E visto-lhe com trajes de sonho e fantasia

Se por ventura assim quiser
Posso tornar a poesia real
Transformo tais estrofes de mulher
Em nosso concerto musical

Esse Amor

Não sei se é flor ou espinho
Se dói ou alivia
Machuca e me cura
Esse amor sem juras

Não sei se é sombra ou brilho
Se é trevas ou vida
Escurece e me clareia
Esse amor sem certezas

Não sei se é nosso ou de ninguém
Se aprisiona ou liberta
Perco e me encontro
Nesse amor sem dono


agosto de 2006

A vida é uma onda, loucamente

Nina ama a cara da rima
Cortar cana rica de rara vira
Ir pro ar rir é a sua sina
Creia na vida que ama
Rica e rara, ela não é sana
Ira que caia na cara do ser
Aquela ira não é do rei
Na mama da menina a rena pintada
E a sua vida no peito manchada
Que injúria pior do que por si mesmo morrer?

2003

Louros Fios

E eu já estou anestesiada
Anti-dores me injetaram
A reação não tenho mais
Aliás, é tornar-me inerte

Como as ondas e embalo eu vou
Como aquela música que um dia alguém cantou
Nas entrelinhas do som de cada palavra
As entrelinhas do pensar

E a caminhada é essa
Viver o agora de maneira feliz
Anestesiada eu vou
Anestesiada estou

Tentar consertar
Melhorar, de nada vai adiantar
Porque sempre à forma inicial vai voltar
Como esse poema desordenado
Vai a minha emoção
Sem eira nem beira
Palavras inadequadas para expressar
O meu passar mesmo que não queira

Por trás desses louros fios
Tintas que borram minha cor amarela
E eu sobrevivo à tudo isso que cai
Sem nem mais querer saber o porque
Apenas aceitar é a atitude
Já que minha vida à mim não pertence
Nem nunca pertenceu na verdade

Ilusão de harmonia e equilíbrio
Era a minha fé
Vejo hoje que de feridas
São feitas nossas vidas
Fundas e doloridas

A esperança como sempre disse
É a única coisa que não posso perder
Mas passar o momento rápido agora
É o que eu mais quero ter

Na expectativa de um futuro livre
É aonde habita minha esperança
Livre e seguro
Nítido como essas cores que o Sol clareia
Um futuro iluminado com rumo.

29/08/2005

Meu vaso

Um vaso vazio
Frio, sem brio
Um vaso bonito
Enfeitado
Mas sem brilho
Sombrio e claro
Completo e vago
Vácuo, ar
Conflito, jaz
Sem flores
Nem amores
Solitário, apenas
Borboleta, não voas
Terra, não molhas
Vida morta
Assim, porque se esgotas.









abril/2006

Se Ainda Houver


Tanta mesquinharia:
O que você tem a me oferecer?
Tanta falsidade:
Será que seu ‘amigo’ eu posso ser?

Quanta inveja e egoísmo!
Ninguém vai fazer nada?
E o materialismo:
Quanto foi seu tênis da Adidas?
E seus óculos da Ray Ban?
Estou tão feliz!
Porque?
Ganhei um celular da Sansung!

Aonde estão os nossos valores?
Desapareceram? Sumiram? Acabaram?
Não. Não. Não.
Eles existem
Os conceitos foram mudados
Os valores invertidos
Sexo, drogas e rock’roll
Vamos continuar assim?
Ninguém vai fazer nada?
Vamos continuar de braços cruzados?

E meus valores?
A minha honestidade aonde é que entra?
O peso da minha palavra é zero?
E a minha honra?
Não vão mais respeitar?

Aliás, alguém sabe o que significa respeito?
Sei não. Respeito só sabe quem tem.
Ninguém vai fazer nada?

Eu vou!
Vou ser eu mesmo
Vou ser o que poucas pessoas são
Não sou o que querem o que eu seja
Sou o que sou
Não sou o que tenho

Seja você mesmo também!
Quem sabe quando as pessoas
serem o que realmente são,
Sem viverem de ilusões e fantasias,
Talvez o mundo fique menos camuflado

Os valores serão humanos, e não da bolsa
Não, não dá para comprá-los,
Não têm preços e nem estão à venda
São abstratos íntegros, pelo menos pra mim.
Resgate o seu valor
Se ainda houver

30/12/2003

Por Um Acaso

Era uma vez dois jovens despreocupados
Não se conheciam, apenas se viam
Ele era divertido e carismático
Entretanto ela fazia um tipo sério e recatado
Nunca imaginaram um dia se conhecer
E por uma acaso isso veio acontecer
Foi nos jogos que ele “viajou”
E na despedida que ela se encantou
Os olhares se olharam
E aquela lembrança jamais se apagou
No coração de cada um havia uma esperança
Mas nunca esperaram entrar de vez naquela dança
Chegaram a conversar algumas coisas sobre a vida
Um encontro foi marcado e aquela expectativa
Já no dia vinte e cinco que tudo aconteceu
Os olhares se cruzaram e um beijo dali nasceu
Naquela circunstância vieram a conversar
Porém não esperavam que fossem tanto combinar
A lembrança daquele beijo não saia das suas mentes
Então logo combinaram de se verem novamente
Em uma hora muito boa floresceu a amizade
Sempre baseada na confiança e verdade
Eram como caixinhas de surpresas
Nunca se sabia que idéias vinham de suas cabeças
Logo surpreenderam – se com a proposta de namorar
E daquela idéia começaram a gostar
As horas e os dias se passavam e a saudade batia
E esperavam sempre que chegasse logo o outro dia
Geralmente de tardinha viam a noite cair
E no brilho daquela lua os pássaros a ouvir
Muitas coisas aprenderam, que ficaram como lição
Desde as coisas materiais até os mistérios do coração
Ele com seu jeito descontraído e carismático
Mostrava – se sempre transparente e apaixonado
Ela com seu poder de persuasão
Sempre o convencia que era a voz da razão
Contudo amolecia com as palavras doces que escutava
E sempre assumia que de alguma forma errada estava
Apesar do seu comportamento decidido e responsável
Houveram algumas decepções e imprevistos
Logo coisa boa não era pelo visto
Tanto da parte dela, quanto da parte dele
E ele refletindo esteve, que deviam conversar
Ela aceitou e ficou a esperar
Ele apareceu e começou a desabafar
Ela o escutou e também se abriu
E desse diálogo uma conclusão surgiu
Vamos por aqui parar
Talvez não valha a pena a gente continuar
O elo da amizade jamais vai se destruir
Que pena que esse amor não possamos mais nutrir
O futuro a Deus pertence
Vai ver, vai ser um tempo para que a gente pare e pense
Enquanto isso vivemos nossas vidas
Para que a essência do nosso aprendizado aqui sempre exista
E assim são felizes para sempre!

10/12/03

Soneto

Não deu tempo vestir-me de mulher
Lembrar que o sonho de infância é real,
A fantasia criança ainda ressoa igual,
Levo o arda meninice onde estiver

Não deu tempo sentir saudades, até,
Curtir aquele mar, lindo visual
Meus amigos, galera especial
Quero perto, sempre que der

Nas mãos, futuro livre e seguro
Fruto do trabalho e sabedoria
Muito obrigado heróis, por tudo!

Preenchido e honrado meu coração,
Entoa saudade, fé, amor e alegria
Por ti Piedade uma grande paixão!

Novembro/2006

Saia desse poço

Luta, esperança
Amor em cartaz
Futuro, incerto
Em busca da paz

Saudade de uma
De alguém que já foi
Saudade dela
Bem no peito que dói

Espero sorrir
Falar e sentir
Se você não quer ajuda
Também não vou insistir

A verdade caminha
Caminha para o dia
O dia que você
Que você se escondia

Não quero seu mal
Sou do bem e gosto
Mas não vou lutar
Pra quem se voltou

A ilusão engana
Engana na contramão
Não corra nessa pista
Pegue na minha mão

Eu te amo e te amo
Quero te ver sorrir
Quero que você volte
Aquela pessoa feliz

No fundo do peito
Você sabe que é isso
Se entregue de jeito
Que sinta seu instinto

A resposta você sabe qual é
Não preciso nem dizer
Escute seu coração
E deixe ele escutar você

Se ame, se ame
Deixa aquela criança sair
Liberte-se já disso daqui!

29/05/06

Meu “tio Ricardo”

Chamam de Ricardão
Tem uma alma boa, é de bom coração
Um cara reflexivo, às vezes sério
E bastante distinto

Eu digo “bença meu padrinho”
E ele me diz “Deus te abençoe”, só de mansinho
Adora uma conversa, toca violão
Faz música e das poesias, uma canção

Senta na cadeira da varanda
Do pandeiro surge um improvisado samba
Escreve e toca, ele gosta é de arte
Isso tudo do seu espírito faz parte

Eu te vejo Ricardão
Da minha janela com seu cigarro na mão
Eu te observo Ricardão
Pensando no infinito, mas você pensa que não

Quando senta pra dar risada,
Sai de baixo que é mais de hora engraçada
“Seu Júlio” se irrita, mas no final cai na sina
É, esse tal de Ricardão me fascina

Ele é sangue bom
Ele não imagina
Mas sua essência ressoa
Ele é um artista!

11/11/2006

InFâNcIa e EU


Afogada na piscina
Perdida nas criações de abelhas
Dependurada em mesas de mármore
Pulava arame para alisar cavalo

Me salvaram das águas de cloro
Fiquei alérgica, ao longe as abelhas são belas
As mesas são para apoiar objetos, descobri
Do coice, os cavalos só são para os mais velhos

Pensava que a vida era injusta comigo
As pessoas que me chateavam
Nada saia como eu planejava
Eu era inquieta

A vida é justa comigo,
Eu que não sabia compreende-la
As pessoas não me chateiam,
Eu que sempre andava irritadiça
Minha vida é resultado das minhas escolhas,
Eu que não acertava fazer as certas
Estou mais madura, tranqüila e em paz,
Eu que não sentia que as rédias são minhas.

12/06/20007

Eu Quero

Eu quero uma roda gigante
Um Cristo Redentor
Os jardins suspensos da babilônia

Eu quero a cor da África
O gingado da capoeira
A força do sol

Eu quero as pirâmides do Egito
O oásis do rio Nilo
O jardim do Éden

Eu quero os cosmos
O espaço
As galáxias

Eu quero o universo pra mim
A imensidão
O infinito eu quero sim

Eu quero acordar da fantasia
Sair desse absurdo
E me contentar com meu mundo
Eu quero.

18/07/2006

Nostalgia

Tenho lembrado de você ultimamente
Sol se pondo
Estrelas surgindo
O mar cantando
Os pássaros voando

A chuva molhando
O beijo infinito
A música dançando
Frio descontrolado
Risadas e os papos, sem hora de acabar

Sol quente
Tardezinha chegando
Cheiro de pele
Gosto de boca
Uma sensação leve me tocou

Ar puro e fresco
Enfim pulmões cheios
Estava a planar
Acredite,
Eu tenho lembrado de você

22/07/2005

Ei, Sociedade!

Eu transgrido, eu recuo
Sua lei, não meu mundo
Desobedeço e me esquivo
Um animal, feito bicho

O meu jeito te incomoda
Mas não nego minha escola
Sinto muito não seguir
Suas regras por aqui

Não posso é me deixar
Desistir e não ganhar
Minha liberdade interior
Já estou livre desta dor

Seu poder não assusta
Sua cartilha não convence
Não adianta surra nenhuma
Agora só meu trilho para sempre

Já chega de promessas
Não espero mais por você
Não interessa suas crenças
Tenho muita pressa de VIVER!

19/06/2006

Eu. Mais isso ou aquilo?

Recito para expressar – me
Para chorar e para sorrir
Para falar e para sentir
Para falar de verdade
Para falar de falsidade
Ora entristeço – me, ora alegro – me
Ora acalmo – me, ora inquieto – me
Ou isso ou aquilo?
Não tenho como traduzir – me
Porque sou um pouco de tudo
De coisas do outro mundo
Porque faço de mim,
Ou não sei se é porque sou assim,
Uma antítese, um paradoxo
Talvez porque dentro de mim está o remorso
De sentir coisas que se contradizem
Não há o que explique
Mas quem sabe assim
Não vivemos tanto na monotonia
Levando a vida como uma bela melodia
É difícil traduzir minha tradução
Eu. Mais isso ou aquilo?
Afinal, o que será que eu sou então?

abril de 2003

Sentimento Sem Nome


Cadê o ar?
Estou sufocada...
Teima, insiste e corrói
Angústia intolerável persiste
E prevalece

Me chateio, me incomodo
Uma raiva inquietante me toma
E em mim reside

Lamento por não passar crise de verdade
Apenas um leve arder nos brios sentir
Uma inconveniência por parte dos meus sentimentos
Na verdade muita audácia de me incomodar numa quarta - feira ociosa
Uma autêntica vaidade

Nisso me acomodo
E me consolo
E me adormeço

Tanto drama para uma angustiazinha qualquer
Dane – se esse texto
Vai terminar sem rimar
Fui!

05/01/2005

Aparência e Ser

Por trás de cabelos e fios
Habita meu mundão
Ora livre e seguro, ora de espinhos

Por trás do seio e ossos
Habita meu coração
Ora acelerado, ora machucado

Por trás do concreto e físico
Habita minha ficção
Ora sem limites, ora exatidão

Vai sem eira nem beira minha emoção
Já nem quero nenhuma razão
Apenas procuro paz, no coração

24/09/2005

Diálogo de Consciência

Nem tudo é como se vê
Nada é como se aparenta
Busque a si mesmo e/ou aos outros
E encontrará a realidade

Não se idolatre, nem se curve
Talvez o bom senso,
Com um pouco de humor
E seu "eu desconhecido”
Resumem-se num trajeto de reflexão
E sabedoria para a vida
Enfim o equilíbrio

Opss! Desconheço-me neste momento
Paranóia ou mistificação?

Surgiu em 14/07/2005

Retrato

Revelo sutil meu estado
Escondido pela minha sensatez
Este que encontro demasiado,
Converte-me transgredindo minhas leis

Abandonado por minha convicção
Me pirraça fingindo ser real
Custando-me admiti-lo com razão
Ilusão transbordada em caos

Assim me enxergo amargamente
Decepção, injúria, tristeza e fel
Logo meus olhos que só viam por sua lente
Meu eu impecável transfigurado para o papel

De coração e intelecto, sou logo, errante
Antagônica por natureza, pega em flagrante
Aceita por mim mesma dou um salto
Abandonada no passado por este velho retrato


Parido em 2/04/2007

A hora é a sua

Sim
Agora é a hora de fazer uma poesia
É porque eu sinto, está no ponto
Não fiz ontem, nem semana passada
Não fiz não
Mas não fiz porque não era para ser feito
Na verdade não me lembro quando foi a ultima

Sim
Hoje ela brota, e se rompe da prisão
Agora, liberdade
E que bom, pode ser sentida
Encaminhada pela minha mão
Por ordens que vem da mente
Inexplicáveis coisas do coração

Não
Não vou escrever todo dia, sem parar
Tudo que penso não vou anotar
Eu preciso que o que sinto seja digerido
Repensado, triturado e lapidado
Não vou escrever por escrever
Só pra dizer “eu escrevo sempre”

Não
A poesia é para quem sabe sê-la
Não apenas desenhar letras no papel
A poesia é todo dia, dentro de si
Mesmo quando você acordar e pensar,
“Poxa, sinto um vazio”
É só o coração que descansa para amar mais

29 de julho de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Uma poesia



















Já se foi o tempo em que eu busquei a perfeição
Não encontro nas regras a receita para "meu soneto perfeito"
Também não procuro os versos decassílabos
Quero encontrar a forma certa de expressar meus sentimentos
Sem regras e nem desalentos
As rimas que fiquem a vontade para aparecerem
Eu não sei mesmo quando irão pedir licença
E se agora eu sei que se vocês entenderem
Que a metáfora é a arma que pincela os quadros da vida
Ficarei feliz se nestes códigos tão indiretos perceberem minha partida
Aquela que me faz escrever sempre mais
De diversas formas identificar meu eu
Nem "musa inspiradora", nem "minha Senhora" dos trovadores
Tão pouco "anjo lindo" de Azevedo
Não um molde, ou heroína do romance
Apenas eu, partida de mim mesma
Pura e simples, sem mistérios e rodeios
Se nestes versos tão irregulares
Achares a válvula que me regula
Explodirei de alegria em demasia
Sem limites, freios e paradas
Uma erupção de adrenalina
Se olhares no espelho de minh'alma
Percebes o estalo da questão
Aflorou sensibilizado o oceano
E agora, voa que nem borboleta da estação



Escrita em abril/2006