segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Confidentes da Solidão

Eu não tenho a mesa
Tenho a cama
Eu não tenho presença
Tenho esperança
Eu não tenho a casa para escrever
Tenho o chão para ler

Eu quero apoio
A mesa, a cadeira, um encosto
Sento no tapete com remorso
Mas nesta vastidão isolada só tenho meu choro

Sobrou mais uma vez pra você Caderno,
Meu confidente de vida
Folhas brancas de linhas azul céu
Quantas páginas usei Sr.Caderno Tilibra?

E você caneta, que me ajuda?
Ajuda a escrever minha dor?
De não ter alguém do meu lado,
Que me escute com imenso dispor?

Devo a vocês muitos basdes de lágrimas
Muitos ecos de risadas
Minha satisfação espiritual
Senão fosse por vocês, eu já estava era muito mal.

E nestas linhas vou me despedindo
Vou cantando a melodia da partida
Com tranquilidade e amor no peito
Vou me retirando destas rimas...

Lará, lará, la, la
Plirilim, pli, rim

Agosto/2006

Nenhum comentário: