domingo, 23 de dezembro de 2007

Tá No Sangue

Nosso sangue tem poesia
É pra lá que eu vou


Nosso sangue tem rima
É daqui que eu sou


Nosso sangue tem amor
É assim que me faço


23/12/2007

Ao III semestre de comunicação social da uesb

Primeiramente, desejo um bom fim de ano para toda a turma. Um Natal feliz e um ano novo de causas possíveis. Causas possíveis no sentido de fazer acontecer uma vontade, trazer pro campo do real um rumo. Queria pedir para que vcs refletissem tudo o que se passou nesses 16 meses que estivemos juntos:A 1ª blusa da turma, a perda do nosso querido colega Diego, a desistência de colegas, as chapas no qual a turma se integrou, brigas, pazes, erros, vitórias e superações... e todos os sentimentos que experimentamos nesse percurso.
Hoje podemos dizer que estamos aqui para alguma coisa. Talvez uma coisa não muito nítida para uns, ou bem nítida para outros. Mas alguma coisa queremos ao estarmos juntos aqui, até hoje.
Somos uma turma.
Somos um grupo.
Como membros estudantis, inseridos no contexto universitário, somos também uma corporação, que pensa, estuda, discute e PRODUZ.
Objetivando, queria pedir para que vocês refletissem o comportamento que viemos assumindo nesta última temporada, e também o comportamento individual de cada um nas aulas, nos trabalhos, nas relações com os colegas, com os professores. Enfim, pensem e questionem se essa postura condiz com os seus ideais de vida, de carreira e de valores.
Acredito que a turma tem um potencial desconhecido, e acima de tudo um potencial grande. Essas últimas aulas de Carmen me fizeram perceber que as limitações somos nós q impomos sobre nós mesmos, mas quando um desejo verdadeiro de inovação e criatividade é levado com seriedade, os resultados são os melhores possíveis.
Não estou escrevendo isso aqui à toa. Se eu achasse banal, não perderia meu tempo. A realidade é que a nossa turma está precisando de estima, valorizar o próprio ego e se amar mais.O Oficina de Notícias agora está em nossas mãos. Temos um instrumento de aprendizado e notoriedade importante dentro do curso e, principalmente, da própria UESB. Tenho certeza que vamos surpreender a muitos, desagradar a poucos e superarmos à nós mesmos. Isso é o mais importante!
Espero produzir muito mais ao lado de vocês, meus colegas. Espero que o espírito de coleguismo se faça de modo concreto neste ano de 2008, respeitando sempre as diferenças alheias, e integrando-se dentro de uma turma hiper heterogênea, mas super singular e dinâmica no seu modo natural de ser.
O que eu tenho a dizer é que a cada dia conheço um pouco mais de cada um que compõe a nossa sala, descobrindo pessoas especiais, cada uma com um jeito diferente de ser. Espero que o mesmo esteja acontecendo com todos. Porque minha maior vontade em relação a nossa turma, é que sejamos um grupo unido com interesses diferentes, inevitável, mas com um desejo em comum: VENCER AS DIFICULDADES E SABER ENFRENTÁ-LAS, independente da profissão que cada um queira destinar-se depois da formação de jornalismo.
No mais é isso. A turma precisa dialogar com suas partes, suas tribos, indivíduos com indivíduos. Isso é necessário... Vejo que estamos chegando num ponto em que precisamos colocar nossas idéias, fazer projetos, grupos de estudos... Precisamos nos conhecer mais!

FELIZ 2008 para todos!

Pensem com carinho

Um abraço, Anna Karenina

20/12/2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Saudade Dos Meus Sentimentos

Ter amor dentro de si
Vontade de estar junto
Amor por alguém
Ficar perto, silenciosamente
Apenas os olhos conversam
E sentem o que não tenho hoje,
Por ninguém

Saudade dos meus sentimentos

Existir a dois, está ótimo
O mundo desmorona
E o amor faz seu papel de ser
Entretermos com risadas
Só um colchão cheiroso
E já basta
O que não tenho hoje mais

Saudade dos meus sentimentos

É suportável! Eu escolhi
Meu preço, sem correção
Saudade leve, nostalgia efêmera
Os sentimentos voltam, reais!
Se não existem agora,
É porque não tenho hoje mais...
Não são meus!

16/12/2007

Chuva . Pedra . Vento . Sol

Todo mundo um dia tinha que ser chuva, para sentir como é ser chuva, os sentimentos da chuva. Porque na vitalidade gelada que tem, a chuva dilui as sujeiras mais sujas.

Todo mundo um dia tinha que ser pedra, para sentir como é ser pedra, os sentimentos da pedra. Porque estática no seu lugar, a pedra observa discreta todos os ângulos do espaço.

Todo mundo um dia tinha que ser vento, para sentir como é ser vento, os sentimentos do vento. Porque com o sopro forte que possui, afasta as nuvens pretas mais pesadas.

Todo mundo um dia tinha que ser sol, para sentir como é ser sol, os sentimentos do sol. Porque com a luz forte que brota de si, o sol sozinho dá a vida para o mundo todo.

16/12/2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Palavras não são só palavras

Vou escrever
Não posso me abandonar no nada
Tenho que escrever
Se parar, fico só
Pobre e vazia
Como quem não tem nada a dar


Por isso o que tenho são palavras
Que preenchem esse espaço de papel
Aquelas que formam frases de rima
E transformam meus infernos em céu


Não espera mais nada
Se queria mais disso daqui
Já disse que só tenho palavras
Ao menos de mim pra mim . . .



E quem mais quiser!



06/12/2007

A volta, voltando, a casa

Enfiei meus pés pés no asfalto cor carvão
Sentindo como a sujeira aos poucos
Acalmava os meus pés, agora sujos

Conectei-os a cada passo da solidão
Aquela que me leva para casa
E faz ajuizar as loucuras mais ásperas

Liguei meu som para ouvir Caetano
Sabendo que mãe não escuta mais isso
Que "os livros são objetos trascendentes"

Sentei despida na cadeira para escrever
É que é pra ver se a poesia flui melhor
Desatam-se os nós acumulados da vida

Reli a carta que fiz para meu pai
Sabendo que pai nunca ligou para isso
De "sinto sua falta meu caro"

Olho agora para os lados de mim mesma
Curvando-me lentamente para ver se sou a mesma
Sentindo lentamente os segundos de existir.

06/12/2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Esclarecimentos

Não estou aqui com o intuito de querer/fazer com que concordem comigo, assim como o próprio boca do inferno. Afinal de contas qual a graça, senão a polêmica (com juízo, claro)? Aliás, o boca do inferno não existe para que todos aceitem suas idéias, muito diferente disso, para que reflitam suas idéias. Ou me engano?
E eu, na minha reflexão e atendendo ao tópico da comunidade (dizer a opinião da última edição do boca do inferno) que EU expressei O MEU PENSAMENTO. Sem pretensões de fazer discurso ginasiano, disso ou daquilo, resumi em poucas palavras a minha idéia sobre a ultima edição do boca do inferno: "uma tremenda vaidade! pedante e . . . arrogante".
Por esquecimento meu, desapercebi outra característica sobre o boca do inferno. Por isso com o maior prazer acrescento: TOLO!
PACIÊNCIA se não agradei aos olhos de quem leu o que escrevi. Não quero convencer ninguém de nada. Apenas procuro meu espírito crítico ao alienar-me por palavras inflamadas, ásperas e um tanto medianas. Se as mesmas expressarem uma compatibilidade com as minhas concepções, ótimo – o que já aconteceu em edições anteriores -, mesmo ásperas cumpriram o objetivo de CONSTRUIR algo positivo. O que ao meu ver não ocorreu desta vez.
Se o boca do inferno é o portal de voz do CA, não sei. Mas se for, representa ainda o monopólio da comunicação, pois traduz a opinião do curso para a construção textual e semântica de um grupo fechado de pessoas. O que muito deveria ser lembrado e feito é a discussão em prol de um bem comum, o bem do curso de comunicação social da uesb. Ao contrário do que se vê: picuinhas, disse me disse, e respostinhas para os seus opositores. Por isso que achei a ultima edição do boca do inferno, pedante(extremamente pretensioso), VAIDOSA(principalmente, porque a humildade é uma atitude escassa nesse contexto), arrogante(audaciosa que só), e por último, e inédito, tola(pateta! porque se apoiou num discurso oco, injusto - porque se utiliza do discurso de ansiar a melhoria do curso para se promover apoiando-se por polêmicas mal intencionadas).
Digo isso, porque assim como o boca do inferno não está nem aí para opiniões contrárias, eu também não estou nem aí para quem pensa diferente de mim. De uma coisa eu tenho certeza, mesmo que a maioria se alimente de coisas pequenas, como carniças de urubus, disputando por pouca coisa, pura vaidade; continuarei a rir da hipocrisia que se vê, e também, digo, principalmente, do ridículo que paira sobre a mente mesquinha do curso de comunicação. Não só a rir, como a ter a minha opinião e a propagá-la se assim julgar necessário.
O grande lance de estar escrevendo agora, é que eu acho que não fui bem compreendida. Aliás, a proposta do tópico da comunidade não foi bem compreendida.
Para deixar claro, em nenhum momento disse que o boca do inferno foi pedante, arrogante, vaidosa, e agora tola, por ter se posicionado politicamente. Que se posicionasse politicamente, mas procurasse aproximar-se ao menos de um discurso digno de credibilidade. Se o boca, é jornalismo de fato quem souber morre.Porque pelo que se estuda e sabe, não aprofundando o cunho de gêneros jornalísticos, existe o jornalismo que tem posição política definida, mas que atende a um senso de postura em escrever. Viva o jornalismo opinativo, no entanto se o boca do inferno é o portal de voz do CA, me desculpem, mas isso está mais para jornalismo chulo do que um meio de comunicação impresso comprometido com seu público(digo o público do curso de comunicação, não o público de quem faz o texto que escreve para seu próprio ego), respeitado e digno de credibilidade – o que deveria acontecer, ainda mais no nosso curso.
Quanto ao novo CA, e a todos os outros membros, desejo uma boa gestão. Que suas propostas se concretizem na prática e repercutam um melhoramento na INTEGRAÇÃO de TODO O CURSO ( e não nos membros da própria chapa – também-, nem somente àqueles que pensam, concordam e aceitam tudo o que dizem e o que idealizam em comum, mas PRINCIPALMENTE aos que pensam diferente. É importante a inclusão participativa de todos os alunos e o RESPEITO com o pensamento alheio).
O que eu espero é que diferentemente de outrem, os outros membros do CA acolham a humildade não como uma forma passiva de agir, mas como um caráter que compunha a cara do próprio CA, longe de querer instigar o desrespeito, a briga e a discórdia entre colegas. Afinal, deve-se entrar numa guerra para lutar pelos seus ideais e para ganhar. E a nossa luta é o curso de comunicação social da uesb, não a picuinha desprezível de rumores.
Longe de querer alçar âmbitos pessoais, pretensões políticas, ou de qualquer outra coisa me despeço disso daqui. É porque acho que as insinuações anteriores a minha, foram dignas de respostas.

Saudações estudantis,


Anna Karenina Vieira