Era uma vez dois jovens despreocupados
Não se conheciam, apenas se viam
Ele era divertido e carismático
Entretanto ela fazia um tipo sério e recatado
Nunca imaginaram um dia se conhecer
E por uma acaso isso veio acontecer
Foi nos jogos que ele “viajou”
E na despedida que ela se encantou
Os olhares se olharam
E aquela lembrança jamais se apagou
No coração de cada um havia uma esperança
Mas nunca esperaram entrar de vez naquela dança
Chegaram a conversar algumas coisas sobre a vida
Um encontro foi marcado e aquela expectativa
Já no dia vinte e cinco que tudo aconteceu
Os olhares se cruzaram e um beijo dali nasceu
Naquela circunstância vieram a conversar
Porém não esperavam que fossem tanto combinar
A lembrança daquele beijo não saia das suas mentes
Então logo combinaram de se verem novamente
Em uma hora muito boa floresceu a amizade
Sempre baseada na confiança e verdade
Eram como caixinhas de surpresas
Nunca se sabia que idéias vinham de suas cabeças
Logo surpreenderam – se com a proposta de namorar
E daquela idéia começaram a gostar
As horas e os dias se passavam e a saudade batia
E esperavam sempre que chegasse logo o outro dia
Geralmente de tardinha viam a noite cair
E no brilho daquela lua os pássaros a ouvir
Muitas coisas aprenderam, que ficaram como lição
Desde as coisas materiais até os mistérios do coração
Ele com seu jeito descontraído e carismático
Mostrava – se sempre transparente e apaixonado
Ela com seu poder de persuasão
Sempre o convencia que era a voz da razão
Contudo amolecia com as palavras doces que escutava
E sempre assumia que de alguma forma errada estava
Apesar do seu comportamento decidido e responsável
Houveram algumas decepções e imprevistos
Logo coisa boa não era pelo visto
Tanto da parte dela, quanto da parte dele
E ele refletindo esteve, que deviam conversar
Ela aceitou e ficou a esperar
Ele apareceu e começou a desabafar
Ela o escutou e também se abriu
E desse diálogo uma conclusão surgiu
Vamos por aqui parar
Talvez não valha a pena a gente continuar
O elo da amizade jamais vai se destruir
Que pena que esse amor não possamos mais nutrir
O futuro a Deus pertence
Vai ver, vai ser um tempo para que a gente pare e pense
Enquanto isso vivemos nossas vidas
Para que a essência do nosso aprendizado aqui sempre exista
E assim são felizes para sempre!
10/12/03
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