No peito um ritmo pulsante,
Irrompe meus batimentos,
Com força, com força,
Assoladora.
Algo cheio de furor me toma
E eu não tenho complacência para com a hipocrisia:
A humanidade e suas parafernálias institucionais falidas,
Inúteis,
Hão de ser desmoralizadas,
Mesmo que posadas por cima de uma moral,
Mediocrizadamente, são insolentemente e animal.
Destituir-se-ão de si mesmos,
Como farelos ruindo ao pó,
Tijolos de barro,
Insustentáveis, ruirão ao abismo!
Homens, animais,
Que se devoram como canibais,
Abutres, putrefadores de si mesmos,
De seus instintos mais imundos,
Inescrúpulosos podres!
Não! Não perderei a virtude da integridade,
Mesmo diante da desintegração da virtude,
De homens alheios, sem jeitos, entregues,
Os covardes, de negligentes e sem razão,
E embriagados.
Preservo o que me faz inteiro,
Homem,
Matriz e de corpo inteiro,
De alma,
Fagulha que acende o ar,
E transcendental fora do cerco.
Não fugirei de minha condição...
Humana idade.
Dou-me o direito de discordar,
Porque se assim não fosse,
Ah, morreria.
Que seja então com a pluralidade!
Subsistirei...
E agora? Uma folga pra cabeça...
Mas pro coração não,
Logo pra este,
Que já dorme acordado! rs
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