sábado, 19 de março de 2011

Formosidade

Quando olho pra você
Seu brilho formoso, radia luz
Mas em meio as sombras você também reluz
Essas marcas que te cobrem, e envolvem...
Fazendo teu mistério mais certo

Quando olho pra você
Essas formas nuas
Despindo seu limite, um círculo...
Toda exposição assim,
Causa dentro de mim
Uma nostalgia profunda,
Para esses versos nos
Papéis que um dia evitei pra ti

Tanta exposição assim
Às vezes me faz cego
Também fico cheio e repleto
Da força que vem de ti pra mim

É que quando olho pra você
Posso sentir a poeira levantando
Como o mar vai chegando
As ondas gordas subindo às margens

E eu, areia,
Saio cantarolando esses versos inocentes
Como alguém que pressente
Toda a mudança que fazes por aqui

Quando olho pra você,
Sei que não estou sozinho
Não desatino e nem desvario
Quando iluminas, apesar do sombrio:
As pedras que rolam e se grudam
No caminho dos caminhos

Quando vejo você
Vejo sua face crua
E que se reproduz na rua
Ou quando um desejo de ser Um me promove o ser
Ou onde estiver,
E eu quiser conectar com você

Posso olhar o Sol
Posso estar com o Amar
No mar, ou em qualquer lugar
Eu sei, nos reflete o Ser

E então, minha Lua
No outono,
Ou qualquer amanhecer,
Sei que aí está, repleta
Toda descoberta...
Acesa, ou noutra esfera
Pois tu não és fera,
És somente bela,
Alumiando o anoitecer!

Em dia de Lua cheia, 19/03/2011, fenômeno Super Lua ou denominado perigeu, de maior proximidade da Lua com o planeta Terra, ocorrido na última vez há quase 20 anos.

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