Eu cutuco
Tu cutucas
Ele cutuca
Nós cutucamos
Vós cutucais
Eles cutucam
E diante de tanta cutucada,
Não tenho mais braços pra apertar
Ombros marcados, são dedos,
De cliques cibernéticos autorais,
São amigos invisíveis, mas reais...
Poucos conhecidos,
Outros, nem tanto,
Anônimatos,
Artefatos...
Ô rede de linhas virtuais!
Diz logo o que tu quer com ieu,
Que tô aqui no mei dos mato,
E ocê me cutucando!
Desembucha o que tu quer,
Ou então vai logo pro teu canto!
Porque meus braço não é botão,
Pra ocê ficar bulinando,
Se quiser eu te dou minhas mãos,
Abertas, voltadas para cima,
De mãos dadas, como dizia Drummond,
Para que nessa e em outras estradas,
Mesmo distantes,
Continuem as mãos aprumadas!
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