Eu escolho pelo coração. Pronuncio agora o que uma hora vou ouvir de 'que eu tenho que optar'. Minha escolha é o coração, e não é mais uma opção, como qualquer outra. É pulsação, amor, intensidade humana palpitante, porque sou e vivo, eu parto daí.
Vou te dizer como a origem nesta construção atual, edificada de mesma base, alicerce de cerce vívica, se exprime na expressão de liberdade. Que não vê classe, cara, tênis, vestido e nem cor, nada de estampa fininha, superfície, se tudo o que nos reveste, dos tecidos humanos do ser, é d'onde vem a sustentação de você. E por ser livre, sabe que a lei dos homens não incide nem no raio da refração da luz autêntica de Deus, raiz de vida. E para os que não crêem eu digo, comece a encontrar dentro de você a vastidão do universo que cabe em nós, e que nos anima. Os eletrodos começam a se ativar mais rápido no corpo, emandando a essência que nos une, nos faz lineares e horizontais neste chão de todos nós, chamado Terra.
E para você que está com sua ótica crítica, tentando encontrar inconsistências, eu digo, que sou passível a erros, eu peço perdão.
Às vezes ou quase sempre na vida se ouve o concerto, e a orquestra "modus operandis", opressora, é uma doce dança, mania capitalista, o belo casca à vista, inofensível aparente, mas eu não quero não. E o acerto, compasso no passe do coração, eu peço, levanto o pensamento ao Céu, a quem sabe o que penso baixinho no silêncio do quarto no escuro.
Nada eu sei, nada sou, mas eu peço pra saber o que não vejo, o que não pego, o que não como, o que é presente, e não está na televisão. Ele não é galã de novela e as mulheres carnes frescas doem as vistas: vitrines à mostra, autopromoção, "estou à venda, quem quer?", uau, que liquidação! Código de barras, mania de peitão, tudo larga escala, raio laser, satélite, não. Recuso à máquina de hostilidade humana, humanóides! Produção das ilusões perversas, opressora de mentes e almas inquietas.
Se apoquente! Apazigua o espírito, só sente, a fonte purificando os pensamentos e sentires, a chama passeando em ti, reestabelecendo a força vital. Eu quero continuar seguindo o caminho, o chão é de pedra e de terra, há muitos brotos saindo, tem muito mais, há de se saber andar com os pés descalços, tem a sabedoria pra ensinar, o que no Evangelho de Cristo recebemos dádivas, hosana nas alturas vamos juntos cantar.
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