quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sábio Sabiá


Essa poesia, meus amigos,
Eu dedico para aqueles que são cheios de vida,
Àqueles que têm sensibilidade, semancol e compaixão.
Que sabem o seu lugar e para onde vão.

É para aqueles que não têm medo nem da escuridão.
Essa poesia, senhores!, eu dedico,
Eu dedico e entrego para os nobres de espírito
Que sabem ser humildade, e se recolher quando preciso:

Ter resignação. (E que não tem nada a ver com dinheiro na mão).

O ser humano é livre
E opta pelo caminho que segue
E por que sabe por onde vai,
Não teme, nenhuma retaliação.

A poesia é pra quem ouve o sábio sabiá,
Que sabe assobiar sabidamente,
Para sabidas mentes conectadas ao coração:
Que sabiá não assobia sem precisão.

Toda vez que está no seu galho latente,
O sabiá busca a sabedoria longe dos olhos doentes
Longe dos torpes e soberbos
Da bajulação interessada do que é o medíocre.

E na simplicidade de sua canção, canta o sabiá
Que não é mestre sala e nem de sala,
Faz sua projeção quando quer.
São engenhosas as melodias

Retira as vendas dos olhos seus,
E vê como é grande a vida,
Como ela se irriga...
E pulsa!

Ofereço-te flores perfumadas
Com cheiro de Universo
Para que sigas,
E lendo esses versos: Se liga!

Sua construção não mora aqui.

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