quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Água da Tez
Quando a chuva cai
A água jorra e canta
Quando bate no chão, balança
Respinga nas pedras falantes
Fonte sagrada, são águas
Dos rios, dos mares, baías
É doce, salgada, salobra
E límpida água do seu céu anil
Abençoadas, nos lava
Purificam, as águas,
Nossos dessabores
Para as vidas desbotadas terem cores!
E amores!
Felizes os poetas que a chuva guarda,
De vanguarda, dançam para ela
Oh chuva sagrada, que nos molha!
- O que nos arde, que nos espera?
Charlie Chaplin, brother Charlie
Tu sabes dos sabores, humanidades!
- Que pensa o homem raridade?
Se não sabe do valor que o tempo preza?
Oh, meu caro amigo
Que é o homem sem natureza?
Se nem de si sucumbe,
A tristeza, o pó, suas misérias?
Sábia chuva, tu és senhora!
Porque mata a vontade de quem tem sede
E mesmo aos que no sertão te espera,
Rega a fonte até com seca.
E não acaba.
Nos seus lençois me deleitei
Sou molécula da fonte
Benditas águas, Deus é a fronte
Vem do Monte Sião o seu bem
E que nenhum rei que se engane
Sobre de onde brota todas as coisas
Que nenhum que se defronte
De que água fez a tua tez.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário