segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Viril


E ela com sua blusinha velha,
Acizentada...
Dessas em que te lançam olhar de flecha atravessada,
Contemplava as nuances da estrada.

Sorriam por dentro, as entranhas,
Desgarrando a poesia viciada.
E com um riso emocionado desprendeu o que jazia por dentro.

Os pés, postos numa havaiana,
A água gélida e vital estremecia por entre os dedos.

Deixou as sandálias e saiu descalça em meio as pedras,
Submersa de corpo inteiro por dentro d’água corredeira.

Olhou pro céu,
E depois se despediu por entre os oásis fulgurantes que se deparara.

O oásis de uma terra inteira,
O oásis de um povo viril, intenso e negro.

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