segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Devaneios

A gente tem que querer sem esperar nada do outro em troca
Embora as pessoas estejam condicionadas a condicionar suas vontades
Mas quando é de verdade,
Não condiciona, apenas sente
E o que tenho a oferecer eu já falei,
Que te dou as minhas mãos abertas,
Voltadas para cima
Para que na estrada da vida,
Venha dar as mãos
Pra quem com o coração,
Saiba entender que é no caminho do percurso,
Que viverá o que se há de narrar,
Que só no caminhar vai descobrir,
Como a vida vai sorrir.

Não tem o que esperar,
Se é a chuva que pinga em nossa pele,
Dizendo ela pra gente,
Que não pressente,
Apenas se sente bem em estar na sua companhia.
Assim como tudo no universo você possa aliar,
Você nunca estará sozinho.

A despedida não será algo banal,
Como quem desfruta de boas coisas,
E depois vai sem ressentimentos.
Cada um levou um pouco do outro,
E deixou de si pro outro.
Cada um é um novo um,
Porque interagiu com o outro,
E adquiriu o outro pra si,
Na medida em que foi proveitoso para ambos,
E não aproveitadores, o que é diferente.
Aproveitadores usam,
Proveitosos, sentem, aprendem, sofrem e amam.

E mesmo na despedida,
Se houver de despir,
Aquilo foi cristalizado na eternidade,
Uma única vez, de um único momento,
Em um único tempo, entre dois vocês.
Vivência única, e que pode se reaver,
Basta querer, a porta entreaberta.
E não há determinismo para as relações e nem os tipos,
Basta que seja,
Que tu sejas, você.

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