Os rótulos são tão pobres,
Não têm profundidade,
Submersos no artífice das superfícies terrenas.
Os rótulos, não me pertencem,
Pertencem à língua de quem lançou,
De quem saiu e procura abrigo nas personalidades.
Mas não encontrou.
É como uma tatuagem voando,
Buscando um corpo para se deitar, revestir,
E massacrar.
Os rótulos são do obsessor.
Procuram noite e dia fiar tua paz,
Sedento e sem leito. Sem amor.
Não te rendas!
Porque os rótulos são para os presos, escravos,
Para os que têm medo,
E querem aprisionar outros.
São enquadrantes,
Enquadrados e quadrados,
Perfis humanos, formatados, desolados.
São para aqueles que não transcendem,
Não entendem os sentidos fulgurantes das palavras,
Que estão sempre além.
Os rótulos não têm cor.
Porque são limitados.
Alienação e prisão. São desalmados.
Os rótulos também são pessoas.
E em seu instrumento mais eficaz,
Os rótulos são as línguas, as mínguas.
As línguas da mentira,
Discursos pré-fabricados.
Aprisionados, são facetados.
E nesse enredo todo,
Eu fico com a liberdade dos espíritos inquietos.
Proativos e nexos...
E mesmo quando sem nexos aparentes,
Tem nexo, pra expandir.
Dissipar.
E que na minha estranheza de ser,
Sinto o bem, sou mais humana
E não bestificada.
É daquela liberdade que nada te pega,
Liberdade e movimento...
Saravá!
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