Dentro de mim te um amor
Mas não sei se ele pertence à mim
Bem aqui, eu sinto,
Não sei se meu amor é meu.
Tenho horas de calor,
Mas depois um frio forte vem,
Me pega de surpresa e eu nem,
Consigo impedí-lo da dor.
Se eu pudesse evitar o frio...
Poderia ser uma constante crescente
De tudo o que amo e quero
Meus sentimentos pensados e correntes...
Eu ia bem mais longe, demais
Meu pulso mais forte pulsar
De pétalas voaria respirando
Com os aromas de rosas no ar
Mas um vento me leva embora
Arrastada para longe, na escuridão
Escrevendo num canto de quarto
Regulando a temperatura do coração
Observado, o frio, ameaça dissipar
Os beijos me vêm à cabeça
E então lembro com nitidez
O bem que já me fez.
Amo o presente por isso
Me assegura dos passos que traço
No agora, alcançáveis reflexos
Mas nada além do presente.
Então, não amo futuramente
Amo no presente da gente
Se nosso presente for eterno,
Poderás ser amado para sempre!
E quando à dor,
Espero que nunca mais volte.
Só quero ser feliz e consciente
É que meu peito não suporta mais desamor.
2006
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