domingo, 28 de outubro de 2012

Mágica


Vi a Lua subir por cima da casa vizinha
Destelhando as telhas nuas com seu brilho,
O telhado ficou apagado na sacada
Quando vi sua face repousando em minha vista

Vi as dores se dissiparem pelos ares
Reciclando a energia invisível
E no que toca os ventos transluzentes
Refletia uma força que inspira

Me enamorei por ti, doce Lua
Desterrando sentimentos mornos
E nas palavras guardadas que me arranca
São versos nus desvelando poesia.

Ah como é bela nesta esfera
E única abrasadora
Serena a noite espera
Seu levantar de veludo e pluma

Pluma pelo ar o frescor frio
Emanando sobre a pele, sobre o brio
São carinhos que o poeta sente
Quando anda nos ladrilhos do caminho

E muitas pessoas que vagueiam pela rua
Nem observam a comunicação astral
Desprezam a constelação
Se desintegrando do que é o tempo real

O tempo do infinito subindo na cabeça
Dentro do seu ritmo, nuances dançam
No ir e vir, vem da consciência
Seu compasso alto, pleno e plano

Sim, sim. Não, não
Talvez, eu não sei
Talvez, eu não sei não:
Quantos mistérios tem o coração...

É mágica.

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