segunda-feira, 29 de março de 2010

Muriçocas Sanguinárias


Libidinosa respiração passeava
A expirar no silêncio do crepúsculo...
Aurora a hora que vi você!
Depois de cabra e mudo,
Como um susto, agora quer aparecer...
O diaxo agora deu pra embeber!

E num é o que?
Fica feito moço tinhoso,
Feito broto esperando o anoitecer.
Chega por retalho,
Tem plano no seu passo,
Para o rumo proceder...

Cria até cortina do amanhecer...
Vem caladinho, chega ao ouvidinho,
Só pra escutar o seu dizer
Se enrosca que nem neném,
Feito bebê que quer memê,
Dá um jeito e arruma logo o faro,
Doidinho pra cheirar e se envolver...

É que... É que essa cortina...
Essa cortina é de plástico.
Acima de tudo existe um envolto forte e alto,
Pra neném não ir pro lado...

Filtra forte a cortina e a cobiça,
Que insistem as sugadoras muriçocas,
Malditas sanguinárias,
Aborrecem meus sonhos de dormir.
A boca grita: vai pro teu lado, diaxo,
O bicho não mora aqui!

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