Você ainda vai entender todo o sofrimento, o sacrifício, as lástimas e lamúrias. A dor tem sua face dura, e em toda secura de dor, de uma pedra densa, se pode florescer: um oásis de verde e rosas. Belas e espinhosas, as rosas. Seu botão fechado está maturando, para quando desabrochar, toda aquela dor se vai exaurir, tudo vai sair para fora de ti e nada mais te vai poder ferir. Estarás esplendida, forte, vistosa e formosa, tua beleza já é latente. E teus espinhos, pontiagudos ora pequenininhos, são o labirinto para saberem tocar: tocando errado o ferirá e te machucará também. Mas há de se saber apreciar a serenidade de uma rosa, singela, pura e aquarela. O aroma atrairá as mais seletas abelhas para polinizar e extrair teu viço, para com teu viço virar o mel. De teu mel, tu mesma beberás e saborearás o doce da vida. Mel darás e receberás e distribuirás a quem tem sede de vida, para sentir o viço do bom mel. Em toda a flora, permearás e tuas amigas abelhas, secretas e descobertas, farar-te-ão proceder. Serás forte e límpida, onde jorra bom mel. Nesta toda comunhão viverás, viverão. A fonte nunca secará, se conectada com os pés na terra, com a cabeça no céu, o coração universão vai em ti emanar e falar:
VIVES MINHA FILHA, MEU CORAÇÃO É SEU!
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