terça-feira, 24 de agosto de 2010
Uma labuta forma de lutar...
São chamados constantes. Vossos e de todas as partes. E mesmo que a vanguarda esteja a marchar, indo ao encontro para abrir o rumo - lutando - com o peito duro ardendo a verdade dos erros, aos que 'longe ainda esteja de aprender a conjugar o verbo amar', há sempre mesmo as terceiras pessoas no plural fluindo para testemunhar 'principalmente aos que sofrem a própria vida, a garra da opressão, e nem sabem'.
Porém, não há forma melhor de lutar sem que se levante um braço, um discurso, uma espada, ou uma mão, ou até mesmo que o estêncil seja pichado num muro alto de um palácio em qualquer ato ou missão.
Silenciosamente, nascem flores em desertos, em chãos secos de sertão. E florescem sem saber falar ou também conjugar o verbo amar. Mas é que há sempre uma diferença no ar... E que mesmo em silêncio, sem sequer retumbar, como a flor que não sabe conjugar, o amor também se exala nessa labuta forma de lutar.
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