sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cordel, a cor que me deu

Zuiu zuiu
Ieu não sei escrever repente
Mas a poesia saiu rangendo os dente
A morbidez não vai dizimar
Nem as rima não pressente,
De como o coração da gente
Vive afoito feito fogo, de tão quente o pulsar

Zuiu zuiu
A tempestade cantou o raio
Trovão, trovão: catibrummmmm
Tremeu as mata e gemeu os galho
- Vixe Deus do Céu!
O que te faz trovejar?
Vai molhar, vai molhar

Chuá chuá
O sertão vai virar mar?
E o mar virar sertão?
Aquece o coração
Pra tristeza não inundar
E o povo vem feliz se levantar
O ser tão amar















Persiste a morte, ela quer se afirmar

Alí e acolá, no mar e no sertão
- Ó pra não se arranhar!
Visito as fronteiras e as divisas intermeiam
Os espaços e os meios
Trelelê tralalá
Discursos analisar







Fluiu fluiu
O sentimento intervir:
A narrativa vem feliz
Faz o plural e similar
- É tudo povo!
- Vem gente sentir,
A poesia é popular!

E foi mesmo de repente
Esse cordel a emanar
Uma vontade que vem de dentro
Que chega energizar
Se ergueu na minha frente
O amor a ecoar:

Profetiza em cordel,
Que existem muitas línguas,
Tem mensagens e tem véu
Mas o Amor já venceu
E que a árvore cresceu
Viveu, vive e viverá
E mil voltas o mundo deu, o mundo dá

Vrum vrum
Vrum vrum
Pra não dizer que esqueceu,
Vai homem anunciar,
Que o próximo deve amar
A retidão já está
Isso também, é cultura popular!

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