Entrei num mar gelado,
Mergulhei no fundo para perceber,
Como está tudo tão frio e deserto...
Não pude perceber,
Onde se esconde seu amor?
Onde foi que você guardou?
Ofegantemente calma,
Como um rasgo, saí do fundo de você,
Estou buscando ar, renascer,
De cinzas, quase morri,
Dores queimadas eu produzi...
Transformo dor em cor,
Estou vibrante, vou viver!
E sobreviver...
Meu coração só quer amor.
Desculpe se nasci,
Mesmo com tanta altivez exacerbada,
Sou existente, ó meu verso?!
Já vinguei,
E meu coração é repleto,
De fé e afeto...
E nesse desterro,
Vou por passos lentos,
Pra perto de mim.
E eu ainda quero sim,
Mesmo diante de tanto desamor,
Sentir, e ver que o Sol brilha,
Refúgio,
Casulo,
Um Sol aquece dentro de mim.
Vou seguindo adiante,
Por que a corrente é constante,
O barco não vai parar...
As velas estão erguidas,
O vento está a soprar!
E eu? Não vou ficar fria,
Nem que pra isso,
Só siga um tino,
Num compasso desmedido,
Ao longe edificar meu ser,
Distância, amor próprio,
Obrigada,
Fique com toda matéria pra você.
Eu não processo sua pseudo-diligência
O que é, é. Quem quer, vai. Não quer? Abstrai!
Quem gosta cuida.
Estou cuidando de mim, meu caro...
Meu caro pai.
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