E quanto às questões extras
No âmago do pensamento que viaja
E pode alcançar outras várias estradas,
Como você lá, eu cá
Você cá, eu lá
Há uma sensação virtual,
Mas que no plano real emana essência
Poesia a distância, quanto decência!
O que nos faz assim então escrever?
O ser se emana em tecnologia
Que faz disso daqui pra ver
O que a alteridade faz parecer,
A sensação de real ou virtual?
Não sei, mas faz acontecer
Entre nós “ser” e a metafísica ecoar
Está o acaso particular
De uma probabilidade em mil
De um raio que caiu,
E partiu,
Num instante rapidamente real, ou imaginário?
Destinado por um acaso real
Num destino autoral
Autores da convivência provocada e acontecida
Mesmo numa síntese de múltiplas determinações,
O real também pode ser superficial,
Se não sabido perceber
Que entre o céu e a terra,
Entre o mar e a atmosfera,
Outono e primavera,
Um lapso de luz se dissipa no espaço.
E nesse instante,
Se não se voltam os olhos pr’onde tudo acontece
No invisível cotidiano de nossa mente,
O virtual nunca pode ser real
Nem o real virtual,
Nem as canalizações transparentes
E os olhos apenas vêem, não sentem.
O importante é saber que sente.
[AK] 16/11/2009
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