Tinham cabelos para todo lado
Brilhos, lenços e saltos
Bundas empinadas também
Bebiam em taças com venenos,
Lentos, fortes
A cólera que escorria da bocaOlhares fugazes partiam em ataque
A roupa se fosse de açúcar não existia, diluia
Os corpos eram os prediletos
Vestidos curtos vestiam as pernas de for
As costas, vitrine de pupilas invejosasO glamour perdeu o espaço pro marketing
O Merchan, mer-chan-di-sing
O Merchan, mer-chan-di-sing
Dá de si e pega pra ti, invade
Homens de plásticos,
Mulheres de lata...
Essa é a maior casta,
É para quem aparece mais,
Para quem morre mais.
Abril/2009

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