Vamos deixar de hipocrisia
Comemorar o ridículo
Sambar em vaidade
No pandeiro da desgraça
Vamos deixar de cinismo
Fingir que não vê nada
O nada escancarado
Escondido nesta caçada
É o mundo cão. Canibais ais
"Progresso", miséria e raça
Guerra de anos roidos por traças
Precisa a paz da própria paz, mais
Esse estoque de resistência
Mendiga por restos de partida
Para conviver num mundo suportável
Camuflado de máscaras esquisitas
Medíocres! Convido-lhes à ceia
Repartir o pão e comer na mesma mesa
Não querem? Oh, vamos
Agora sintam o escárnio que deixaram
É o mundo cão. São, doido
Poderio, arrogante, tolo
De nada serve tanto alvoroço
Se no fim dos seus dias, é pouco
Avante!
A selva tem seus princípios
Não vamos fazer diferente
Falsos. Feios. Tristes. Frios. Espinhos.
[AK] 20/10/2007
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