Para ver a cara do cidadão
E olhar no olho do sujeito,
Se tem verdade ou ilusão
Tem facetas, maquiagem
Clareamento na dentição
Apenas fotos de uma imagem,
De criaturas em leilão
Faço vistas as grossas farsas
Grupos, siglas, corporação
Candidatos vagueiam pelo espaço
- Quem te aprovem, ó cidadão?
São nomes catalogados,
De gente numerada...
Democracia a se confundir,
Votação escrava e forçada.
Nem sei mais dessa agonia
Que o povo acatou...
E o que deveria 'cidadania',
Eleição é o que se tornou.
Enquanto não chega a hora,
Idolatrias, exaltação,
O povo elege a risca,
Reverências à corrupção.
E vai seguindo em frente...
A banca hipócrita faz festa
E ri da sua gente!
Na gincana eleitoral,
Se enche o bucho e faz sinal...
Acena para todos e gargalha:
- Bicho homem, que animal!
"Ser cidadão é exercer o voto"
Ainda dizem 'importante', coisa 'honrada',
O ignorante se engrandece:
- "Sou digno, vou votar na deputada"!
Então a banda toca,
Quanta coisa programada!
Os grandes, de ninguém se compadecem,
E mesmo assim, depois dão risada...
E a humanidade se desfaz,
Por uma tecla apertada...
Marionete estatal,
Ignorância afirmada.
CONFIRMA!
Vai vendo, vai vendo:
A máquina do poder te valoriza,
E depois da risada!
Um comentário:
Legal, Anna. Senti o povo doente. Gordo e doente. Misturado, hipnotisado.
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