Estou na biela de paz e caos
Na linha imaginária do oceano
Costurando os mapas de arsenal
Quebra-cabeças de minha cabeça
O navio já ficou ôco, cheio, denso
Agora só quer navegar por aí
No limite da racionalidade
Da minha insana mente lúcida
Estou no picadeiro dos reparos
Sapateando no cais das convicções
Aportadas inconvictas ilusões
Retiram-se para novos cuidados
Substituo agora os meus lemes
E reformo o casco do mesmo barco
Para ver diferente minha gente
Ângulos, passos e espaços
Tô saindo dos vícios idiotas
Patogênias de gente vaidosa
Retrucando até as poesias
Enganadas por vezes em demasia
Tô varrendo meu navio
Bravio, terno e de brios
Buscando novas rotas
À leguas de poetas, como eu
E nesse desancoro
Vou partindo sem remorso
No embalo viajante do mar
Novas águas irei navegar
30/08/2008
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